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MPF ‘não se opõe’ à devolução de passaportes da filha de Eduardo Cunha

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O Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba afirmou não se opor à devolução dos passaportes da filha do ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Danielle Dytz da Cunha. Mês passado, ela pediu ao juiz Sergio Moro que devolvesse os documentos para poder realizar uma viagem internacional ainda neste ano. A decisão final cabe a Moro, que ainda não se pronunciou sobre o assunto.

“O Ministério Público Federal, por intermédio dos procuradores da República signatários, vem informar que não se opõe ao pedido de devolução do passaporte de Danielle Dytz da Cunha Doctorovich”, disseram os procuradores em documento datado de 3 de agosto, publicado pelo jornal Estado de S. Paulo nesta quinta-feira.

Danielle entregou os passaportes brasileiro e italiano à força-tarefa da Lava-Jato em março de 2016 durante investigações de contas da família no exterior. Ela figurava como dependente de um cartão de crédito vinculado a uma conta da jornalista Cláudia Cruz, mulher de Cunha. Segundo as investigações, as contas ligadas à jornalista eram abastecidas com propina recebida por Cunha.

Em julho deste ano, Danielle pediu a devolução dos documentos para viajar para fora do país. Seus advogados alegam que a viagem tem fins profissionais e que as passagens serão apresentadas a Moro. A defesa também lembrou que Danielle prestou depoimento ao MPF e não foi denunciada pelos investigadores.

O ex-deputado Eduardo Cunha foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele foi acusado de ter recebido US$ 1,5 milhão em propina pela compra, pela Petrobras, de um bloco de exploração de petróleo em Benin, na África. Cláudia Cruz, investigada pelo uso do dinheiro em compras de luxo no exterior, foi absolvida.

Fonte: oglobo.com

 

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