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MPF pede bloqueio de R$ 24 milhões em bens de Lula e de filho do ex-presidente

Em decisão tornada pública nesta quinta-feira, o juiz federal Vallisney de Souza de Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, decidiu ouvir o ex-presidente e Luís Cláudio antes de tomar uma decisão sobre o pedido

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O Ministério Público Federal no Distrito Federal decidiu pedir o bloqueio de bens no valor de quase 24 milhões de reais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de um dos filhos dele, Luís Cláudio Lula da Silva, em uma das investigação a que eles respondem na operação Zelotes, que investiga a suposta compra de medidas provisórias.

O MPF pediu a indisponibilidade de 21,4 milhões de reais de Lula e de outros 2,5 milhões de reais de Luís Cláudio sob o argumento de que o ex-presidente teria atuado irregularmente em favor de montadoras na edição de medidas provisórias e nas negociações do governo brasileiro para a compra de caças suecos Gripen NG para a Força Aérea Brasileira (FAB).

Nesse caso, Lula é réu acusado de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em decisão tornada pública nesta quinta-feira, o juiz federal Vallisney de Souza de Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, decidiu ouvir o ex-presidente e Luís Cláudio antes de tomar uma decisão sobre o pedido. O magistrado também determinou a suspensão de decisão anterior que havia decretado um bloqueio de bens de 8 milhões de reais do casal Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, também réus no mesmo processo.

Em nota, a defesa de Lula disse que o pedido feito pelo MPF deve ser rejeitado e sustentou que a acusação está no rol de ações propostas contra Lula e seus familiares sem qualquer materialidade, com o objetivo de perseguição política.

“Não tem qualquer base jurídica e materialidade o pedido de bloqueio de bens formulado pelo Ministério Público Federal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho Luis Claudio Lula da Silva”, disse o advogado Cristiano Zanin Martins na nota.

Para o defensor, o pedido foi apresentado após ter encerrado a fase das testemunhas de acusação e de parte daquelas selecionadas pela defesa sem que ninguém tenha confirmado as “descabidas hipóteses acusatórias” descritas na denúncia.

“Não há no pedido apresentado pelo MPF indicação de provas a respeito das afirmações ali contidas, que partem de certezas delirantes sobre a ‘influência’ de Lula na compra de caças pelo país e na ausência de veto em relação a um dos artigos de uma medida provisória”, diz a nota.

Fonte: extra.globo

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