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MPRO determina que investigações sobre bebê Nicolas sejam retomadas

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Linha de investigação foi correta e não há dúvidas sobre caso, diz delegado. Mãe de Nicolas Naitz não acredita que o filho foi incinerado por engano

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) determinou a retomada das investigações sobre o desaparecimento do recém-nascido Nicolas Naitz, no dia 23 de maio de 2014, em Porto Velho. A Polícia Civil já havia encerrado o inquérito sobre o caso, com a conclusão de que o corpo do bebê foi incinerado por engano por funcionários de uma empresa terceirizada do Hospital de Base. As apurações da Delegacia de Homicídios foram encerradas e enviadas ao MP em outubro do ano passado.

A mãe da criança, Marcieli Naitz, que se reuniu com o delegado responsável pelas investigações, Jeremias Mendes, na última sexta-feira (20), se diz inconformada com a conclusão do inquérito e, por isso, pediu ao Ministério Público que fossem feitas novas diligências. Segundo Marcieli, o MP entendeu como relevantes algumas dúvidas da família  em relação às investigações. “Deve ser colhido o depoimento do médico que me encaminhou de Cujubim para Porto Velho, Mauro Arantes, que não tinha sido ouvido, além de uma acareação com todos os funcionários da maternidade Regina Pacis e uma nova avaliação das imagens que a Polícia Federal possui do circuito interno da maternidade”, realtou a mãe.

Mas, para o delegado Jeremias, a linha de investigação da polícia está correta e não há dúvidas quanto à conclusão do caso. “Não tenho dúvida, o caso está concluído. A minha linha está mantida, tudo está esclarecido e já mostrei pra ela poder ficar tranquila. Expliquei a seriedade das investigações não conheço nenhum dos envolvidos, faço meu trabalho”, esclareceu, informando que, ainda assim, seguirá a determinação do MP e fará a acareação com todos as enfermeiras e funcionários.

Entenda o caso
Os pais de Nicolas moram em Cujubim (RO), distante 224 quilômetros da capital do estado. Em 22 de maio de 2014, quando Marcieli entrou em trabalho de parto, no hospital do município, os médicos recomendaram a transferência para Porto Velho. Na viagem, a ambulância teve que parar em Candeias do Jamari, porque a Marcieli Naitz já estava em trabalho de parto avançado. O nascimento ocorreu no hospital da cidade, e, de lá, a mãe e a criança foram encaminhadas para Porto Velho. Marcieli foi direto para o Hospital de Base e Nicolas foi transferido para a UTI neonatal da maternidade Regina Pacis, onde faleceu.

A família foi informada de que o corpo deveria ser levado para o HB, já que a maternidade não possui câmara fria. A avó do recém-nascido acompanhou o trajeto na ambulância, mas diz não ter sido autorizada a conferir o que estava dentro do lençol que envolvia o corpo. No dia seguinte, quando a mãe de Nicolas teve alta e foi buscar o bebê, juntamente com funcionário da funerária contratada pela família, foi informada de que não havia sido registrada a entrada de qualquer corpo de criança no necrotério do hospital.

Corpo de recém-nascido foi incinerado por engano, em Porto Velho (Foto: Gaia Quiquiô/G1)Delegacia de Homicídios deve retomar
investigações do caso (Foto: Gaia Quiquiô/G1)

Investigações
Após seis meses de investigação, a Polícia Civil concluiu que o cadáver do recém-nascido foi incinerado por engano. Foi apurado que um funcionário da empresa Amazon Fort, responsável pela coleta dos materiais, como restos mortais e lixo hospitalar, e pelo incinerador do Hospital de Base, localizado na BR-364, levou equivocadamente o corpo de Nicolas para a incineração. Na empresa, outros empregados notaram um corpo no meio do lixo hospitalar a ser incinerado, mas receberam ordens para não mexer no material e o cadáver acabou sendo incinerado.

O sumiço do bebê foi comunicado à direção do Hospital de Base e à polícia em 23 de maio. No mesmo dia, a Amazon Fort foi comunicada pelo HB para não incinerar o material coletado na data anterior. No entanto, um funcionário informou que a incineração já havia sido realizada. Policiais foram até a empresa e perguntaram sobre o corpo, mas os empregados negaram a entrada de qualquer cadáver de criança no local.

Após concluir o inquérito, a polícia informou que dois funcionários da Amazon Fort seriam indiciados. A empresa refuta a conclusão sobre o caso sob a alegação de que o empregado apenas recolheu o material autorizado que estava fora da câmara fria do necrotério e que, na data do desaparecimento do recém-nascido, o único resto mortal retirado do hospital foi um membro amputado. A Amazon Fort questiona ainda as informações de que funcionários viram o corpo no incinerador e que foram impedidos de mexer no equipamento e informou que irá prestar o atendimento judicial necessário a seus colaboradores.

As informações são do G1

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