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MST bloqueia ferrovia e mantém ocupação em fazenda de empresa da família Maggi em MT

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Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) bloquearam trilhos da Ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte), nesta quinta-feira (27), em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. A ferrovia é um dos principais canais usados para escoamento da produção de grãos do estado. Na mesma região, outro grupo de manifestantes mantém a ocupação na Amaggi, empresa da família do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, desde terça-feira (25).

Maquinários foram colocados sobre os trilhos e os trens foram impedidos de prosseguirem viagem. Em nota, a companhia Rumo/ América Latina Logística (ALL) declarou que está avaliando a situação para tomar as medidas cabíeis.

“A prioridade é reestabelecer a operação ferroviária o quanto antes, garantindo o fluxo de exportação da safra agrícola que é vital para economia brasileira”, disse a companhia na nota.

Maquinários foram colocados sobre os trilhos durante a manifestação do MST (Foto: MST/Facebook/Reprodução)

Em nota, a Amaggi disse que a ocupação segue na propriedade e que continua buscando os meios legais para reestabelecer a ordem na unidade. A empresa também declarou que não há registro de tumultos ou agressões na ocupação do MST.

A coordenadora estadual do movimento, Idalice Nunes, informou que as duas situações ocorrem em luta pela reforma agrária, além de protesto contra as reformas trabalhista, previdenciária e de terceirização, propostas pelo governo federal.

“Faz parte do nosso protesto, é uma ferrovia usada para o transporte do agronegócio. Bloqueamos um trecho e o trem parou a um quilômetro do local onde estamos”, disse a coordenadora ao G1.

A ferrovia fica a 3 km da primeira ocupação do MST, na fazenda da Amaggi. Os manifestantes que estão na ferrovia fazem parte do mesmo grupo que estava na fazenda.

Outro grupo continua na fazenda da família do ministro Blairo Maggi (Foto: Reprodução/TVCA)

Conforme o MST, parte do grupo ficou na ferrovia e outra parte permanece na propriedade da empresa. Em nota, o movimento diz que o desenvolvimento do agronegócio, especificamente o transporte ferroviário de carga, causa problemas sociais e ambientais.

Fonte: g1/mt
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