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MST não quer terra, se quisesse cuidava da fazenda doada por Gilberto Gil

Movimento ganhou fazenda do cantor e abandonou os 70 hectares, mas segue pedindo “terra”

Que os chamados “movimentos sociais” no Brasil são, em sua maioria, uma fraude completa não restam dúvidas e entre eles está o Movimento dos Sem Terra, que alega querer a “reforma agrária”, mas sistematicamente despreza terras invadidas. Grande parte dos assentamentos são abandonados ou os lotes são vendidos pelos beneficiários. Isso acontece de norte a sul do país.

Mas a situação não é apenas com as áreas invadidas. Até mesmo as que são doadas, como um gesto de boa fé com o movimento são desprezadas. O caso mais gritante foi revelado pelo jornal Folha de São Paulo, que pretendia mostrar “os avanços” dos assentados em uma fazenda que foi doada pelo cantor Gilberto Gil ao MST durante algum surto de total falta de realidade.

A propriedade fica na zona rural de Cravolândia (BA), a 300 km de Salvador e foi doada há quase 10 anos. História pouco conhecida, o sonho da pequena reforma agrária se iniciou em 2003. Simpatizante do MST, o então ministro da Cultura de Lula resolveu entregá-la aos sem-terra, na expectativa de um renascimento da propriedade.

A fazenda fica em região próxima à Palestina, um antigo latifúndio exportador de café que se transformou num assentamento de 4,3 mil hectares, onde vivem 180 famílias desde 1999, de acordo com o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Os frequentadores de um bar do vilarejo ainda chamam a propriedade da vizinhança, doada ao MST, como “a fazenda de Gilberto Gil”, a 30 minutos de carro do centro da cidade.

Quilômetros adiante, o pequeno agricultor Florisvaldo Sena dos Santos, 32, aceitou guiar a reportagem até o local. Em novembro de 2015, Duarte também indicou onde ficava a terra de até 70 hectares. “Largaram mão e o capim tomou conta. Tem carrapato de matar com o pau”.

Dias antes, afetada pela chuva, a estrada de barro estava enlameada. Em 19 de agosto, restavam poças ao longo do trajeto. O carro não avançou por todo o caminho estreito. A alternativa foi andar numa trilha, descer e subir morros verdejantes, e enfim avistar uma casinha de barro, bem descascada, e a porteira embaixo de uma colina com a mata. Não havia cuidadores naquela tarde.

Na propriedade ao lado, o trabalhador rural Gércio Cerqueira dos Santos, 35, afirmou que somente um homem costuma aparecer na terra vizinha, duas vezes por semana.

Líderes do MST na Bahia, Márcio Matos e o representante estadual da direção do movimento, Evanildo Costa, evitaram falar com a reportagem, depois do primeiro contato telefônico. O deputado federal Valmir Assunção (PT), político formado no MST que acompanhou a conversa para a doação, não respondeu ao pedido de entrevista.

Em mensagem por e-mail, o MST baiano admite a inércia: “De acordo com a direção do MST no Estado, a área doada por Gilberto Gil não comporta um assentamento de reforma agrária, as informações que temos apontam que o sítio possui entre 40 a 70 hectares. Esse processo pode ser confirmado com o Incra, órgão responsável pelo processo de desapropriação. Além disso, existem diversas dificuldades de acesso, tendo em vista que historicamente não houve investimentos em infraestrutura”.

É esse “movimento” que invade, depreda e destrói propriedades por todo o país impunemente e ainda recebe financiamentos públicos. Trechos desse texto foram extraídos da reportagem da Folha, em matéria assinada por Cláudio Leal.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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