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Mulher busca cirurgia para tirar o útero, mas SUS diz que ela já não tem o órgão

Dona de casa tinha que ter passado por operação - já paga pela rede pública - em 2014, porém, na ocasião, apenas miomas foram retirados. Dores voltaram e ela não consegue procedimento.

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A dona de casa Michele Reinaldo de Oliveira, de 34 anos, precisa passar por uma cirurgia para retirar o útero, que foi diagnosticado com miomas devido a uma doença crônica. Porém, para o Sistema Único de Saúde (SUS), ela já não possuiu mais o órgão e o procedimento, que não foi realizado, já foi até pago.

A confusão começou em 2014. Na ocasião, devido aos problemas de saúde, ela foi orientada por um médico a retirar o útero, no Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia. Ela não lidou bem com a notícia, mas, mesmo após uma nova consulta da médica, disse que resolveu passar pela operação.

“Não aceitei na hora. Foi um baque porque meu sonho era ser mãe. Disse assim [para a médica] ‘tenho certeza absoluta que eu quero tirar meu útero'”, lembra.

No entanto, contra a vontade dela, o procedimento não foi feito, fato que ela descobriu logo no dia seguinte.

“Só fizeram a limpeza, só tiraram os caroços. A médica falou que achou que meu útero tinha salvação, que achou melhor só fazer a limpeza, tirar os dez caroços. Você não tem filho, a gente viu que dava para salvar seu útero, aí a gente achou melhor fazer só a limpeza”, afirma.

Volta do problema

Como a cirurgia não foi feita em 2014, o problema voltou. Ela continua sentindo dores e os miomas também voltaram. Por isso, Michele, tentou fazer a cirurgia, mas descobriu que, para o SUS, ela já não tem mais o útero.

A dona de casa possui toda documentação relacionado ao procedimento que teria de ser feito. Inclusive, a ficha de seu atendimento, onde consta o pagamento de R$ 1.047,25 pela cirurgia que nunca foi realizada.

Com dores e sangramentos constantes, ela não consegue mais trabalhar e teme por sua saúde. “Para o SUS, mulher nenhuma tem dois úteros. Mulher só tem um útero. A vida da gente hoje não vale mais nada. O que eles querem é só o dinheiro”, desabafa.

À TV Anhanguera, a direção do Hospital Materno Infantil (HMI) informou que, em 2014, o profissional entendeu que retirar apenas os miomas seria mais adequado do que o útero. Agora, a unidade de saúde vai solicitar a alteração no sistema da Central de Regulação de Goiânia para que ela possa pedir uma nova autorização para a cirurgia.

Já em nota enviada ao G1, o HMI informou que “o valor apresentado apresentado para pagamento pelo SUS foi referente ao procedimento realizado, ou seja, miomectomia (remoção de miomas do útero), uma vez que no prontuário – documento que descreve o procedimento realizado no ato cirúrgico – consta o nome da cirurgia efetivamente realizada”.

Fonte: g1

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