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Mulher de suposto terrorista nega ameaça de ataque no DF

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Esposa diz que homem voltou “alterado” de uma viagem a São Paulo, e que por isso ela chemou a polícia

A empregada doméstica Antônia Soares de Oliveira, de 35 anos, negou nesta segunda-feira (11) ter acusado o marido paquistanês de planejar um ataque no Aeroporto Internacional de Brasília. A suposta denúncia pôs em alerta as autoridades de segurança da cidade neste domingo (10).

Segundo informações do portal Metrópoles, ela e Rashad Sohail, de 32 anos, se conhecem há dois anos e tinham um relacionamento normal até a semana passada. Depois de voltar de uma viagem a São paulo, o homem teria começado a falar coisas que a deixaram assustada, e por isso ela chamou a polícia.

“Não sei de onde surgiu essa história de bomba. Ele nunca me agrediu. E nem ameaçou. Ele era tranquilo, mas voltou dessa viagem dizendo que ‘o mestre vai matar a minha família’. Fiquei assustada”, disse Antônia ao jornal. Ela negou que o homem tenha envolvimento com organizações terroristas, mas afirmou que ele mantinha contato telefônico constante com uma pessoa que supostamente ameaçava a família. Na tarde de ontem, a Polícia Federal fez buscas na residência do casal e no aeroporto, mas não encontrou explosivos.

O homem, que trabalha numa oficina de funilaria na região de Samambaia, foi à capital paulista para buscar mercadorias. Antônia afirma que ele voltou “alterado” da viagem. ELe também teria se apresentado como viúvo quando se conheceram, mas depois revelou que mantinha outra família no país de origem.

Indignada, Antônia pediu que o marido fosse ao país resolver a questão. Ele acabou perdendo o voo, que estava marcado para esta segunda (11). O chefe de Rashad na funilaria confirma que o homem mudou de comportamento. “Acho que ele precisa de um médico ou psicólogo. Ele realmente mudou o comportamento. Mas não é terrorista”, disse o empresário Ivo Costa.

A Polícia Militar apresenta versão diferente sobre o caso. De acordo com a corporação, Antônia foi ao quartel da PM em São Sebastião, região administrativa onde o casal mora. Ela teria alegado que tinha sido agredida e ameaçada de morte. “Ele disse que era para a família dela ir ao aeroporto, que ele ia matar a família e se matar”, contou o tenente Feltrine, que atendeu a ocorrência. Sobre Sohail, o militar foi confirmou atitude suspeita. “O homem parecia perturbado e falava coisas sem sentido. Ele me convidou para ir ao aeroporto também”, disse.

O casal foi levado para a 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). Segundo o delegado-chefe Marcelo Portela, em um dado momento, o homem teria dito que planejava explodir o aeroporto. Porém, não houve termo de declaração e não há registros oficiais na delegacia que confirmem a informação. Após ser liberado, o paradeiro de Rashad é desconhecido. Ele não foi ao trabalho, nem fez contato com o patrão ou com colegas.

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