Mulher é presa por falsificar documentos da mãe para conseguir benefício no INSS, no AP

Uma mulher falsificou documentos da própria mãe para conseguir benefício no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), segundo as investigações da Polícia Federal (PF) no Amapá. Ela foi presa nesta terça-feira (18) durante a operação “Isis”.

As investigações apontaram que a mulher era quem captava as pessoas que queriam participar da fraude. Durante as investigações, 38 benefícios foram identificados como pagos indevidamente. A polícia pediu a suspensão desses pagamentos.

A mãe da suspeita foi conduzida para a sede da PF e foi ouvida nesta tarde pelo delegado responsável pelo caso. Ela também recebia benefícios. A polícia divulgou ainda que um homem, acusado de ser o responsável pelo esquema, é considerado foragido.

Homem acusado de ser o responsável pelo esquema é procurado pela Polícia Federal (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A mulher e a mãe foram localizadas em Santana, a 17 quilômetros de Macapá. Na casa da família, os policiais encontraram documentos da suspeita, da mãe, e de outras pessoas. Os materiais vão passar por perícia, segundo a polícia.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado (crime contra o patrimônio público), falsificação de documento público, falsidade ideológica, organização criminosa ou associação criminosa. As penas máximas podem chegar a 21 anos de prisão.

O homem apontado como autor do esquema é procurado pelos nomes de “Romildo Rodrigues dos Santos”, “Nazareno Gonçalves” ou “José Almir Rodrigues dos Santos”, e usa a alcunha de “Maranhão”. Ele teve o mandado de prisão decretado, não foi localizado nesta terça-feira, e é considerado foragido.

Segundo a PF, os criminosos usavam certidões de nascimentos para conseguirem emitir vários documentos, com nomes e idades diferentes. Ainda de acordo com a PF, outros 12 mandados de prisão deverão ser cumpridos.

Operação Isis

Esta foi a terceira fase da operação. A investigação é realizada desde 2015 e busca identificar fraudes previdenciárias no Amapá.

A polícia confirmou que os investigados usavam nomes e idades falsas para receber o Amparo Social do Idoso, benefício que garante um salário-mínimo mensal a pessoas acima de 65 anos, que não tenham condições de se manter, independente de terem ou não contribuído para a previdência.

As fases anteriores da “Isis” resultaram na prisão e indiciamento de três pessoas, que revelaram terem usado dados falsos para se cadastrar e receber os valores. O prejuízo aos cofres públicos chegou a R$ 400 mil, além de outros R$ 5,8 milhões que estavam “na fila de espera”.

Fonte: g1/ap

Deixe uma resposta