Mulher encontrada morta com filho de bicheiro era PM de UPP

A mulher encontrada morta em um hotel com o bicheiro Haylton Carlos Gomes Escafura foi identificada como Franciene de Souza. Ela era policial militar, estava lotada no 23°BPM e estava trabalhando na UPP da Rocinha. O casal foi encontrado morto no hotel Transamérica, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, na madrugada desta quarta-feira (14), de acordo com informações do 31ª BPM.

O crime teria sido cometido por dois homens que usavam capuz. No quarto onde ocorreram as mortes, foram encontradas capsulas de fuzil e pistola. A família de Haylton esteve no local, mas não quis falar com a imprensa.

Haylton é filho do bicheiro José Caruzzo Escafura, o Piruinha, e chegou a ser preso em 2012 por fraudes em máquinas caça-níqueis. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que Escafura encontrava-se em liberdade desde janeiro desse ano.

Por volta das 7h45 desta manhã, a Delegacia de Homicídios estava no local. O Hotel Transamérica afirmou que não vai comentar o caso.

Bicheiro foi encontrado morto com mulher em hotel na Barra da Tijuca (Foto: Reprodução)Bicheiro foi encontrado morto com mulher em hotel na Barra da Tijuca (Foto: Reprodução)

Bicheiro foi encontrado morto com mulher em hotel na Barra da Tijuca (Foto: Reprodução)

Bicheiro tinha histórico de idas e vindas da prisão

No ano de 2016, Haylton Escafura cumpria pena de 14 anos e em vez de estar no presídio estava em um hospital. O Ministério Público suspeitou que o bicheiro tinha sido beneficiado para passar o carnaval na unidade de saúde. Escafura foi levado de volta para o presídio de Bangu 1, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Para evitar que o problema volte a acontecer, o promotor de Justiça pediu que novas transferências do contraventor para o hospital sejam justificadas com laudos de dois médicos do sistema penitenciário e um perito do MP.

Segundo o promotor, fiscalizações desse tipo são importantes principalmente em épocas festivas como Natal, réveillon e principalmente no carnaval, por causa da histórica ligação dos bicheiros do Rio com as escolas de samba.

Antes, em 2012, durante a operação Black Ops da Polícia Federal. Na ação, a PF colocou atrás das grades uma quadrilha que contrabandeava equipamentos eletrônicos para viciar máquinas caça-níqueis, o que diminuía as chances de ganho dos apostadores. Além disso, o bando também foi acusado de importar ilegalmente veículos de luxo usados e que acabavam revendidos para artistas e jogadores de futebol.

O contraventor foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado. Em julho de 2015, o bicheiro conseguiu o direito de sair da cadeia para trabalhar durante o dia. Um mês depois perdeu o benenefício assim que foi descoberto que, em vez de trabalhar, ele participava de churrascos na própria cobertura. Além disso, no mesmo período o contraventor se envolveu em uma briga com um policial militar e frequentou um motel.

Como punição, ele foi colocado em regime disciplinar diferenciado, numa cela solitária no presídio de segurança máxima de Bangu 1. Haylton era filho do bicheiro José Caruzzo Escafura, o Piruinha, que já foi um dos chefes do jogo do bicho no Rio.

Com G1
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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