Mulher que fez sexo em banheiro da Câmara afirma que “não é prostituta”

“Eu jamais me prostituiria”, afirmou a mulher que protagonizou cenas picantes em um banheiro da Câmara dos Deputados. Segundo a moça, que prestou depoimento ao Departamento de Polícia Legislativa (Depol) no mês passado, a vida dela virou de cabeça para baixo depois de imagens dela fazendo sexo com um homem serem divulgadas em um grupo de servidores da Câmara no WhatsApp.

Durante mais de duas horas, ela relatou sua versão da história à polícia. Em seguida, conversou com a reportagem do Metrópoles. “Foi só um fetiche, uma brincadeira. Não houve nada demais. Jamais pensaria que o caso fosse ganhar tanta repercussão. As pessoas apontam para mim na rua, meu casamento está por um fio, meus chefes estão pensando em me demitir. Mas o que mais me preocupa é o meu filho, de 12 anos, e como isso pode afetar ele”, relatou.

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A mulher, que já participou de campeonatos de fisiculturismo, atualmente trabalha em uma academia e afirma que não tem motivo para se prostituir. “Entro no trabalho às 6h e saio só à noite. Não tenho tempo nem para pensar nessas coisas. Se ganhasse o que disseram que recebo por programa, não precisaria trabalhar tanto.”

Quanto à investigação conduzida pela Polícia Legislativa, a mulher deseja que o inquérito acabe o quanto antes. “Não cometi nenhum crime. Tem gente que faz coisa muito pior. Só quero minha vida de volta”. Apesar de se sentir lesada, ela disse que não buscará o responsável pelos vazamentos, com medo de ficar ainda mais exposta. Segundo a mulher, as fotos foram mostradas para amigos, que acabaram por espalhar as imagens.

Investigação
Por meio de nota, a Polícia Legislativa informou que “o caso está em fase inicial de apuração, não sendo possível determinar ainda as acusações e as possíveis penalidades que podem ser aplicadas”. O advogado da mulher, Eduardo Côrtes, disse que não houve infração. “O fato não configura crime porque não foi presenciado por ninguém”, disse o defensor.

O discurso é diferente dos diálogos que a própria moça teve com um repórter que se passou por cliente. No WhatsApp, ela admitiu que cobra cachê de R$ 1 mil por um “relax”, disse que é “muito discreta”, “trata bem quem a trata bem” e marcou um encontro em um apartamento na Asa Norte. Ela chegou a recomendar que o programa fosse às 15h, para dar tempo de “fazer a digestão”.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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