Nem uma nem outra, empresas podem deixar Porto Velho sem saneamento

Falta de acervo técnico e disputa judicial complica obras milionárias

Porto Velho –  As lambanças promovidas pelo governo da enganação cooperação podem deixar Porto Velho sem as obras de saneamento previstas ainda no PAC 1. Uma licitação mal feita, com fortes indícios de direcionamento e pior, com empresas que não conseguem comprovar capacidade técnica podem resultar em uma catástrofe, deixando a cidade toda esburacada e sem concluir. O valor ofertado pela empresa vencedora, cerca de R$ 480 milhões, é inviável, segundo engenheiros ouvidos por PAINEL POLÍTICO, “serão necessários pelo menos mais uns R$ 300 milhões”, garantiu um engenheiro. E esse era o valor que constava no processo licitatório, feito em Regime Diferenciado de Contratação (RDC) o mesmo usado nas obras da Copa do Mundo. Estava disponível cerca de R$ 720 milhões, que por acaso foi a proposta apresentada pela empresa EMSA, única entre as concorrentes que possui acervo técnico comprovado para executar as obras.

A coluna PAINEL POLÍTICO, assinada pelo jornalista Alan Alex vem acompanhando o processo de licitação desde o início e já apontava que a EMSA poderia fazer as obras.

As articulações do processo licitatório foram tratados na representação do Estado em Brasília, e envolve o primeiro escalão do governo e um amigo de infância do governador Confúcio Moura, o empresário Elson Póvoa, além da presidente da Caerd. Após o resultado da licitação, dois consórcios, que comprovadamente não atendem os critérios técnicos exigidos, passaram a brigar judicialmente. A ordem de serviço deve ser assinada até o dia 8 deste mês. O prazo para a perda do recurso é dia 30 de agosto e quem vai pagar pelas lambanças do governo, mais uma vez, é a população de Porto Velho.

Obra seria dividida em lotes

Inicialmente havia um acordo entre o governo do Estado e empreiteiras de Rondônia para que a obra fosse dividida em lotes, evitando dessa forma que fossem suspensas, caso uma das empresas apresentasse alguma dificuldade. Após uma reunião em Brasília, estranhamente mudaram de opinião e decidiram fazer tudo por apenas uma empresa, o que vem prejudicando o processo e pode complicar a cidade.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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