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No Amazonas, 40 pessoas já morreram em acidentes com táxi-aéreo

Estado lidera mortes por falta de infra-estrutura nos aeródromos

Entre 2006 e 2015, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) registrou 40 mortes em acidentes envolvendo aviões de táxi-aéreo, no Amazonas. O alto índice eleva o Estado para o topo da lista de Estados brasileiros com maior quantidade de fatalidades com aviões de pequeno porte (monomotor e bimotor), de táxi-aéreo. Só no período descrito de dez anos, o estudo apontou que foram cinco aviões destruídos e 24 acidentes aéreos, no Estado; o que representa 3,9% dos acidentes aéreos registrados, no período, em todo o Brasil. Os dados constam no Panorama Estatístico da Aviação Brasileira que aponta o cenário de acidentes e incidentes graves ocorridos entre 2006 e 2015 e foi compilado pelo próprio Cenipa.

Para a chefia do Seripa VII, a falta de infraestrutura dos aeródromos dos municípios do Estado influenciam diretamente na quantidade de acidentes e mortes registradas no Amazonas.

O panorama aponta que o táxi-aéreo é líder, também, das ocorrências fatais registradas, pelo Cenipa, no Pará, que teve 38 fatalidades, entre 2006 e 2015. Conforme o órgão de investigação nacional, grande parte dos fatores que mais contribui para as ocorrências dos acidentes, incidentes graves e fatalidades estão associados à supervisão gerencial, julgamento de pilotagem e manutenção da aeronave.

No entanto, o tenente-coronel André Luiz Mota, chefe do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII), pontuou que o cenário de infraestrutura dos 62 municípios amazonenses está diretamente associado a problemas com os aviões de pequeno porte. Com a experiência de pilotar na Amazônia, seis anos em Rondônia e outros três anos no Amazonas, o tenente-coronel acredita que as condições dos aeródromos dos municípios amazonenses interferem, principalmente, no pouso do avião de pequeno porte.

De acordo com o tenente-coronel, alguns aeródromos apenas possuem pistas que, molhadas pelas chuvas, representam um obstáculo para os pilotos. Em alguns municípios, segundo o tenente-coronel, as pistas dos aeródromos são de terra, de grama ou funcionam em campos de futebol. “É a falta de estrutura em várias regiões do Estado. Muitos dos acidentes acontecem com o trem de pouso na aeronave no solo”, afirmou o chefe do  Seripa VII.

Girlene Medeiros/ DiárioAM

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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