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Nomeado como coordenador do PAC na Caerd foi condenado por improbidade

Wilton Ferreira Azevedo Júnior teria se envolvido em fraudes de obras do Minha Casa Minha Vida em Jaru e agora ganha R$ 12.000 na Caerd

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A CAERD, sob o comando de Iacira Azamor continua ladeira abaixo. Não bastassem os problemas que a companhia já enfrenta no dia a dia, ela ainda arruma mais. A última foi a nomeação, como coordenador das verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de Wilton Ferreira Azevedo Júnior, condenado em maio de 2016 pelo juiz Adip Chaim Elias Homsi Neto, do Tribunal de Justiça de Rondônia, “à perda da função pública; suspensão dos direitos políticos por 03 (três) anos; pagamento de multa civil de 05 (cinco) vezes o valor da remuneração percebida a época dos fatos; e ainda, proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 05 (cinco) anos”.

De acordo com denúncia do Ministério Público do Estado, Wirton, que era coordenador especial de serviços de engenharia da Secretaria Municipal de Educação do Município de Jaru, junto com o então prefeito Jean Carlos dos Santos, o “Jean das Muletas”, teriam cometidas tantas irregularidades em um processo do loteamento de uma área para o Minha Casa Minha Vida, “que a própria assessoria jurídica do Município de Jaru apontou tais ilegalidades e afirmou que os demandados (Jean e Wirton) praticaram atos de improbidade administrativa e causaram prejuízo ao erário, alegando que houve a prática de improbidade administrativa e requerendo a condenação dos demandados”.

De acordo com a denúncia, “o prefeito aprovou diversos loteamentos irregulares, com o fim de beneficiar a empresa Pórtico Engenharia de propriedade do requerido Wilton, o qual foi presidente da comissão de licitação. Disse que a empresa demandada sagrou-se vencedora do chamado público n. 002/PMJ-CPL/2011, mesmo quando o seu sócio-proprietário tenha participado ativamente de todo o processo de liberação do Loteamento Tucumã (minha casa minha vida): primeiro como Comissão de Licitação designada para eleger empresa apta a construção das casas populares. Além disso, segundo o autor, o requerido Wilton era também coordenador especial de serviços de engenharia da Secretaria Municipal de Educação do Município de Jaru. E mais, descreveu o requerente que o Loteamento Tucumã não poderia ter prosseguido por diversas irregularidades, as quais já teriam sido apuradas em análises técnicas”.

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A condenação foi em primeiro grau, e está em recurso, mas o histórico do ex-coordenador já mostra que ele não poderia estar ocupando um cargo em uma companhia estatal para lidar com recursos do governo federal.

Ele ganha R$ 12.000 na “função”.

Pelo jeito tem gente que anda com saudade de acordar com os “homens de preto” batendo na porta às seis da manhã…

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