O secretário de Obras de Porto Velho, Gilson Nazif declarou nesta segunda-feira em entrevista ao jornalista Maurício Calixto (93,3FM) que os recursos que estavam disponíveis para as obras de saneamento da capital “voltaram e dificilmente devem ser repostos”.

O valor era de aproximadamente R$ 500 milhões oriundos da primeira edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

Ano passado o governo do Estado fez uma licitação no valor de R$ 700 milhões para contratação de empresa para executar as obras. O processo foi alvo de recursos e muita confusão. As obras nunca foram iniciadas e os prazos de execução estabelecidos pelo governo federal expiraram. Com isso, Porto Velho, que tem apenas 3% de rede de saneamento, vai continuar flutuando na lama. Na capital de Rondônia, milhares de residências utilizam fossas para dejetos e outras ainda usam buracos no quintal cobertos com assoalho de madeira e uma caixa como vaso sanitário, os chamados “banheiros amazônicos”. Porto Velho também é uma das cidades com índices alarmantes de malária e dengue.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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