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Novo presidente do STF será eleito nessa sexta-feira

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O novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) será eleito na próxima sexta-feira. A data foi fixada pelo atual presidente, ministro Joaquim Barbosa, no Diário de Justiça Eletrônico, nesta segunda-feira. Na sexta-feira, o STF retoma as atividades após o recesso do Judiciário no mês de julho.

Ao fixar a data, o presidente lembrou que o processo administrativo de sua aposentadoria encontra-se em fase final de tramitação. “Como consequência do ato de aposentadoria expirará antecipadamente o atual mandato de Presidente desta Corte”. A eleição deverá confirmar o repasse do cargo ao ministro Ricardo Lewandowski, atual vice-presidente.

Aos 59 anos, 11 deles passados no STF, Barbosa anunciou no fim de maio que deixaria o tribunal por “livre arbítrio”. Ele poderia ficar até 2024, quando completará 70 anos, idade em que os ministros são obrigados a deixar o cargo.

No dia 1º de julho, Joaquim Barbosa participou de sua última sessão na Corte. Na saída do tribunal, em conversa com jornalistas, disse apenas que sai de “alma leve” e que espera que o seu sucessor seja um bom “estadista”. Ainda não há previsão de quando a presidente Dilma Rousseff vai escolher o nome que irá ocupar a cadeira deixada por Barbosa.

Polêmico, Barbosa acumulou embates tanto no plenário do Supremo quanto fora dele. Não foram poucas as sessões em que travou discussões acaloradas, inclusive com ofensas pessoais, com colegas como Gilmar Mendes, a quem acusou de manter “capangas”, Cezar Peluso, que chamou de “tirânico”, além de Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

Também criticou abertamente advogados, os quais dizia praticar “conluio” com magistrados. Estes também foram acusados de agir de forma “sorrateira” para atender seus próprios interesses. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) chegou a peticionar contra Barbosa pelo menos uma dezena de vezes por conta de seu comportamento como ministro e, especialmente, à frente do Supremo.

O ministro foi figura central do julgamento do mensalão, o mais rumoroso da história da corte. Apontado relator do processo em 2006, também foi responsável por conduzir o julgamento a partir de 2012, quando assumiu a presidência do STF. Foi nesse período que se tornou conhecido de grande parte da população, que clamava por um veredicto que condenasse os personagens ligados ao esquema de compra de votos no Congresso Nacional.

Fonte: Uol

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