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O Brasil está se tornando uma nação de ódio e a corrupção adora isso

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“Dividir para conquistar”, o conceito que foi utilizado pelo governante romano César (divide et impera), Filipe II da Macedónia e pelo imperador francês Napoleão (divide ut regnes) nunca foi tão atual quando falamos de Brasil. O país está mergulhado em uma onda separatista, entre “direita e esquerda”, de uma forma tão primária que chega a assustar. As timelines de redes sociais comprovam isso, com todo tipo de imbecilidade que uma situação dessas permite. Envolvendo de notícias falsas a questões religiosas em debates que não chegam a ser propriamente debates, e sim troca de acusações.

Não lembra em nada um país que até bem pouco tempo vinha em uma harmonia crescente, com rusgas, claro, com discursos de ódio isolados por pequenos grupos de eternos insatisfeitos, mas a coisa fluía. O que temos atualmente é uma massa ensandecida que quer culpar alguém a qualquer custo, que não pensa, não raciocina e não consegue perceber que não existe um culpado, vivemos um processo democrático longe de ser perfeito (os EUA que se autodeclaram a maior democracia do mundo também não são) que precisa ser debatido e amadurecido exatamente para evitar novos desastres políticos. Não existe, de fato, uma crise econômica real. O que temos é um arremedo de modelo neoliberal fajuto, bem diferente do neoliberalismo inglês.

Temos uma classe política dominante que se perpetua no poder representada por eles próprios ou seus herdeiros, de oligarquias políticas conhecidas e que fazem um mau tremendo ao país. Calheiros, Sarneys, Temer, Barbalhos, Neves, estão a cada eleição no Congresso, voltando pelo voto direto de seus conterrâneos, muitos enganados, outros ganhando alguma coisa em troca e alguns simplesmente por desconhecimento ou por “não gostar de política, mas vota assim mesmo, em qualquer um”.

É essa mentalidade que tem que mudar. Em momentos de crise não se pode buscar culpados, e sim soluções. Apontar defeitos é fácil, é o caminho mais simples, porém não resolve nada. Dividir o país em uma espécie de apartheid político não vai resolver nossos problemas, pelo contrário, vamos aprofunda-los ainda mais. O Brasil é um gigante, de dimensões continentais com suas peculiaridades regionais, com singularidades de pensamento e obedece um modelo federativo. Que bom seria se pudéssemos dividir por regiões, colocar todos que são de “direita” em uma área, os de “esquerda” em outra, todos seriam felizes, certo?

Errado.

O que nos classifica como civilização é exatamente a capacidade de raciocínio, de conviver com a diferença, de aceitar as mudanças e buscar o aperfeiçoamento como ser humano, como pessoa civilizada. O discurso de ódio implantado no país, que cresce a cada dia nos arrasta para um cenário cada vez mais aterrador, onde se quer combater violência com mais violência, ao invés de buscar alternativas como o bem estar social. Países desenvolvidos são desenvolvidos exatamente porque buscam a harmonia entre seus cidadãos, com um Estado forte, que trabalha em prol de sua população. O que temos hoje é um estado falido, com representantes corrompidos que, para fugirem de suas responsabilidades apontam culpados para desviar o foco do debate. O Brasil precisa urgente de reformas, mas estruturais e os atuais mandatários não tem essa capacidade, tampouco interesse nisso.

Enquanto isso, seguimos à passos largos para a destruição do nosso país e é no caos que a corrupção prolifera e os ricos ficam mais ricos e os pobres, miseráveis.

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