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O brutal ataque de uma mãe a sua filha de 3 anos por causa de um tablet; vídeo

Autoridades da cidade argentina de Bahía Blanca separaram a mulher de seus três filhos

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“Me dá o tablet ou vou te matar”, grita uma mãe para sua filha de três anos na frente de um bebê em uma casa em Bahía Blanca, cidade ao sul de Buenos Aires. Em um vídeo que foi viralizado nas redes sociais neste fim de semana, a mãe repete a advertência várias vezes, cada vez mais forte, ameaçando chutar a menina e depois a levanta pelos cabelos e a joga no chão.

A extrema violência contra a criança causou uma forte comoção na Argentina, onde são registrados numerosos casos de abuso infantil, mas poucos são divulgados. As autoridades locais informaram nesta segunda-feira que o vídeo foi gravado em dezembro, antes da denúncia apresentada pela avó materna das meninas para pedir a proteção delas. Desde então, a mãe, de 23 anos, perdeu a custódia e recebe assistência psicológica.

“Desde antes do Natal vivem com os avós paternos”, disse a EL PAÍS a subsecretária da Infância de Bahia Blanca, Leticia Tamborindeguy. “As meninas estão bem”, assegura a funcionária. O bebê visto no vídeo, filho de outro pai, foi transferido para uma das instituições da infância enquanto seu ambiente familiar é investigado para ver se existe alguém idôneo para cuidar dele.

“A mãe está muito angustiada, reconhece o que fez”, diz Tamborindeguy, ao detalhar que ela precisou sair de sua casa e se refugiar com sua família por causa da indignação dos vizinhos. A mulher denunciada, que foi mãe pela primeira vez aos 17 anos, viveu uma infância marcada pela violência de seu pai.

De acordo com a subsecretária da Infância de Bahía Blanca, o município atende por ano 3.200 situações de violação de direitos de crianças e adolescentes, incluindo casos de maus-tratos, abuso sexual, negligência e abandono. “Este caso teve muito impacto social pelo vídeo, porque o nível de violência física e verbal é impactante e a sociedade não está acostumada a ver estas situações ao vivo e direto. Esses casos existem, mas não são divulgados”, assegura.

A maioria dos maus-tratos a menores ocorre dentro de casa, por isso Tamborindeguy pede que parentes, vizinhos e professores das crianças denunciem os casos que conheçam.

Por outro lado, a UNICEF alertou em novembro passado que em 63% dos lares argentinos as crianças argentinas são vítimas de agressões verbais, 40% de castigos físicos e 10% de castigos físicos severos. A agência das Nações Unidas lançou uma campanha para erradicar essas práticas.

As informações são da edição digital de El País

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