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O cérebro pode ficar até melhor com a idade

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De todos os mitos sobre envelhecimento que insistem em se perpetuar ­ e não são poucos ­ , talvez o mais arraigado seja o do declínio cognitivo. Nove entre dez pessoas acreditam que, a partir de certa idade, não conseguirão mais se lembrar de nada, nem ter ideias

criativas ou aprender coisas novas. Desde que se descobriu em 1984, que os neurônios não morrem progressivamente com a idade e que
podem se regenerar, em qualquer momento da vida, os cientistas têm demonstrado que essa concepção está totalmente equivocada.

Há mudanças, sim, algumas delas para pior. Geralmente, a partir dos 40 anos, os esquecimentos se tornam parte da rotina ­ fica mais
difícil se lembrar do nome daquela cantora, do lugar onde deixou o celular ou do aniversário de um parente. Ok, isso acontece ­ e
começa a partir dos 20 anos. Em compensação, outras funções cerebrais se tornam melhores com a idade. Com a maturidade, o
raciocínio complexo, que serve para analisar uma situação e achar soluções, por exemplo, é aprimorado.

Um estudo do MIT (Massachussets Institute of Technology), divulgado semana passada, trouxe mais duas boas notícias sobre o cérebro
maduro.

São elas:
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Aos 40 anos, conseguimos avaliar o que as pessoas estão sentindo e pensando a partir das expressões e do olhar com alto índice de
acerto. Essa capacidade se mantém estável por mais duas décadas.
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É possível aprender novas palavras e idiomas depois dos 60 anos com a mesma eficiência da juventude. Há pouco tempo, isso não era
indicado para jovens adultos e visto praticamente como proibitivo a partir da meia idade por causa do “declínio cerebral”.

As habilidades cerebrais atingem o ápice em diferentes idades. Lembrar de um número de telefone visualizado rapidamente, por
exemplo, é muito mais fácil no fim da adolescência”, explicou a psiquiatra Laura Germine, que participou do trabalho. Mas isso pode
mudar. Segundo ela, a nossa capacidade de raciocínio, aprendizado e processamento de informações não é totalmente linear, mas sim
uma linha com curvas que sobem e descem em diferentes fases da vida e de acordo com os estímulos externos.

Para chegar a essas conclusões, que ajudam a derrubar o dogma do declínio cognitivo, os pesquisadores avaliaram as habilidades
cerebrais de 50 mil pessoas, de diferentes idades. O trabalho foi publicado no jornal Psychological Science.

 

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