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O Norte não tem representação no STF

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Caso o jurista gaúcho-paranaense Luiz Edson Fachin seja confirmado pelo Senado Federal para a vaga aberta com a aposentadoria do mineiro Joaquim Barbosa, a representação da Região Sul no plenário do Supremo Tribunal Federal subirá de dois para três ministros. Mas a Região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais) continuará a ser majoritária, com sete integrantes.

Como Gilmar Mendes nasceu em Mato Grosso, não será ainda desta vez que um nortista ou um nordestino será conduzido ao STF. O último nordestino foi o sergipano Carlos Ayres Britto, aposentado em novembro de 2012. O último nortista foi Menezes Direito (1942-2009), que nasceu no Pará, mas se formou e fez carreira jurídica e política no Rio de Janeiro.

Na atual composição do STF, nasceram no Rio de Janeiro os ministros Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski (embora tenha se formado e feito carreira em São Paulo) e Luís Roberto Barroso. Celso de Mello e Dias Toffoli são paulistas, nascidos em Tatuí e Marília, respectivamente. Rosa Weber é gaúcha de Porto Alegre. Teori Zavascki é catarinense de Faxinal do Guedes.

Um balanço dos 25 ministros nomeados para o STF pelos seis presidentes da República do período 1985 a 2013 (José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff) mostra que 15 vieram do Sudeste, cinco do Sul, três no Nordeste, um do Norte e um do Centro-Oeste.

O presidente Lula fez oito nomeações para o Supremo. Dilma Rousseff nomeou quatro (sem contar o último indicado); José Sarney cinco (inclusive o atual decano Celso de Mello). Fernando Collor quatro (inclusive o vice-decano Marco Aurélio). Itamar apenas um (Maurício Corrêa). Fernando Henrique três (inclusive Gilmar Mendes).

 

Fonte: JOTA

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