O que aconteceu com a empresa de Roberto que alugava caminhões para as usinas?

Empresa funcionava na casa do ex-prefeito e todas as despesas eram pagas com recursos públicos

Em outubro de 2011 o Rondoniaovivo publicava uma reportagem minha e do Paulo Andreoli sobre a empresa V.R Madeira, cujo “V” era de “Vitor” e o “R” de Roberto. Roberto Sobrinho, então prefeito de Porto Velho era sócio, junto com seu filho, de uma empresa cuja sede funcionava no seu endereço residencial, na rua George Resk, Jardim das Mangueiras, zona leste da capital.

O caso chamava a atenção por três motivos, primeiro porque pertencia ao “prefeito-empresário”, segundo porque mantinha um gordo contrato com a Santo Antônio e terceiro porque funcionava na residência oficial, ou seja, todos os gastos da empresa (segurança, energia, água) eram pagos com recursos públicos, segundo denúncia do Ministério Público do Estado.

Na época, o então prefeito não negou, pelo contrário, dizia com orgulho, “tudo que tenho está em meu nome”. Dois anos depois ele foi preso. Mas a pergunta é, o que aconteceu com a empresa? Será que a Santo Antônio manteve os contratos ou fez como aquela história de “rei morto, rei posto”? Já que Roberto afirma “não ter enriquecido na vida pública”, onde estão as caçambas que pertenciam à empresa?

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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