O que falta para esse país tomar vergonha na cara?

Que o brasileiro é um povo beligerante com a malandragem, não é nenhuma novidade. Flertamos com a “esperteza”, o “jeitinho brasileiro” desde que nascemos porque todo o sistema obriga a isso. Se você é empresário não consegue sobreviver se não tiver que pagar propina para servidores públicos corruptos ou ter que fazer malabarismos fiscais. Não, não é que o empresário se recuse a pagar impostos, pelo contrário, o problema é que ele vê seus impostos se transformarem em pixulecos para políticos vagabundos, enquanto obras e serviços públicos são feitos/prestados nas coxas.

A classe política brasileira maltrata a galinha dos ovos de ouro que é o setor produtivo. Empresários e empresas se veem obrigados a fazer “doações de campanha” para que possam participar de contratos junto ao poder público. Isso quando as empresas não pertencem aos próprios políticos ou seus laranjais, que normalmente são parentes sem nenhum talento, a não o de saquearem os cofres públicos.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Assistimos impávidos (mas revoltados pelo Facebook), as traquinagens de Cunhas, Renans, Sarneys e outros, que fazem negociatas em plena luz do dia, diante das câmeras, um toma-lá, dá-cá vergonhoso, mas tudo dentro da liturgia, dos rapapés e com imensas caras de pau. O Brasil, um país de riquezas inestimáveis, de um povo que quer trabalhar, produzir, padece nas mãos de oportunistas e salafrários que infestam nossa vida pública. O brasileiro precisar sair desse estado de letargia, assistir menos futebol e novela e partir para o voto consciente e se preciso, ir às ruas. Na América Latina somos o único povo que não reage à corrupção de nossos governantes. A Argentina estava dopada tal qual nós estamos, mas acordou. Viu que o modelo populista não se sustenta. A conta tem que ser paga por alguém sempre.

Por aqui nos deixamos enganar com medidas com uma bolha de consumismo criada pelo governo alimentada por programas como o PAC, que até hoje não foram concluídos e agora descobrimos que serviram para escoar bilhões em propinas e enriquecer malandros donos de empreiteiras ou políticos. A Operação Zelotes nos revelou, por exemplo, que Medidas Provisórias editadas pelo governo tiveram um custo em pixulecos. No Brasil, ao invés de se legalizar o lobby, que traria mais transparência nessas negociações, preferimos criminalizar e manter tudo embaixo do tapete. Rende mais. Para os malandros, claro.

E em um país de “espertos” nada mais justo que termos tido um presidente “esperto”. Líder sindical que se “aposentou” por invalidez (perdeu o dedo mindinho após trabalhar 11 meses) e desde então passou a “fazer política”. Como bom malandro, soube enganar um país de incautos, mas também cheio de malandros que preferiram apostar em um modelo populista e rápido a um modelo capitalista a médio e longo prazo, tal qual o modelo americano.

Para regionalizar um pouco a discussão e exemplificar o que falo sobre nosso beligerância com a corrupção, na semana passada a cidade de Vilhena recebeu com sorrisos, abraços e afagos seu filho mais ilustre, o preso, condenado por corrupção e cassado, Natan Donadon. Não preciso explicar de quem se trata, basta ‘googlear’ o nome para se ter uma idéia.

Para fechar com chave de ouro, eis que surge outra fábrica para idiotizar as pessoas, as chamadas redes sociais. A melhor definição para isso eu encontrei em uma postagem feita pelo blog O Antagonista, que reproduzo a seguir, “Mark Zuckerberg, que acaba de se tornar pai de uma menina, anunciou que, ao longo da vida, doará 99% das suas ações do Facebook, no valor atual de 45 bilhões de dólares, à Fundação Chan Zuckerberg Initiative (o nome da sua mulher é Priscilla Chan), criada para promover a igualdade social entre as crianças. O anúncio foi feito numa “Carta à nossa filha Max”, divulgada via Facebook, evidentemente. Antes de partir para a promoção da igualdade social entre as crianças, Mark Zuckerberg ajudou a promover a imbecilidade entre os adultos.”.

Pois é…vamos curtir e compartilhar então…

Alan Alex é editor de PAINEL POLÍTICO

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

1 thought on “O que falta para esse país tomar vergonha na cara?

  1. O exemplo a seguir e dos politocos ne, toda hora metendo a mao , gerando buracos a se tampar pelos instáveis , pobres sofredores de uma república clássica monarca que sustenta um rei sem perspectiva de melhoria para os oprimidos!
    A bandeira e “a cima de tudo eu e abaixo de nada eu TB. Esse e a bandeira deles
    #painelpolitico

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