O que há de errado com Miley Cyrus?

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Miley Cyrus é a artista de 2013 e não dá para dizer o contrário. Tudo o que envolve seu nome vira assunto nas redes sociais, notícia nos meios de comunicação e polêmica no mundo inteiro. De ícone infantil a pesadelo de muitos pais e mães, a cantora continua provocando discussões e despertando perguntas. O que há de errado com Miley Cyrus?

Os caminhos que levaram Miley Cyrus ao estrelato são conhecidos. A atriz e cantora protagonizou um dos grandes fenômenos infanto-juvenis da última década. Protagonista do seriado Hannah Montana, que mostra uma cantora famosa que precisa se disfarçar de garota comum para viver sem ser perturbada, Miley construiu um verdadeiro império lotando shows, colocando seu nome em diversos produtos e vendendo milhões de CDs e DVDs.

Com o fim da série, Miley ainda emplacou o hit Party in the USA antes de deixar para trás a imagem de estrela teen de vez. Depois de se desligar da Disney, empresa responsável por criar Hannah, Miley perseguiu o já clichê desejo de provar que não era mais uma criança inocente, assim como fizeram Britney Spears, Christina Aguilera, Lindsay Lohan e outras artistas que também começaram a carreira cedo.


Para conseguir o que queria, Miley apostou em declarações polêmicas, roupas ousadas, mudanças radicais no visual e até no estilo musical. Antes diva do pop country, Miley apostou primeiramente num pop mais sensual, como o visto e ouvido em Who Owns My Heart e Can’t Be Tamed. Essa última, aliás, significa “não pode ser domada”, e já dava sinais de que ela não queria ficar presa a um rótulo.

Depois, ela ainda se jogou no látex e no rock, com muitos covers de clássicos como Nirvana e Joan Jett durante seus shows. Só que o “lugar ideal” de Miley ainda não existia. E quem pode culpá-la por querer experimentar?

Com apenas 20 anos, e tendo trabalhado desde pequena, é absolutamente normal que ela mude de opinião, que se arrependa, que tente coisas novas. E é aí que entra We Can’t Stop, um divisor de águas na carreira da cantora.


A música é um poderoso hino sobre rebeldia e também sobre se aceitar e não deixar que os outros te coloquem para baixo. Deixando de lado o pop mais clássico, o country e o rock, Miley se aventura numa mistura de R&B com outros ritmos bastante “urbanos”. O choque foi grande para muita gente e o resultado foi potencializado com um clipe ousado, em que Miley participa de uma festa com várias referências polêmicas.

 

É também no clipe de We Can’t Stop que ela começou com seu famoso passo de dança, o twerk, uma rebolada sensual que virou febre nos EUA. Só que ninguém estava pronto para o que viria a seguir
Miley se apresentou no VMA, premiação da MTV americana, e foi responsável por um dos momentos mais comentados da história do evento. Foi mesmo chocante vê-la forçando a barra, se esfregando do chão ao teto, fazendo gestos sexuais e sem conseguir controlar a língua dentro da boca, Miley também simulou cenas de sexo com o cantor Robin Thicke durante a apresentação.

Para completar a equação de polêmicas, ela enfiou algumas referências infantis, como ursos de pelúcia gigantes, no meio do número extremamente sensual

Vieram julgamentos de todas as partes. Como pode uma estrela do público jovem fazer isso? Ela não pensa no exemplo que está dando? Será que ela não percebeu que de sexy não tinha nada?

É fato que Miley pesou a mão, não há como negar isso. Errado ou não, o comportamento durante a performance foi completamente fora do natural. Era possível perceber que ela sabia o que queria fazer, mas que não sabia como fazer.

E foi depois disso que o nome de Miley virou sinônimo de discussão. Pais irritados, organizações querendo a cabeça da jovem, artistas arrumando confusão com ela virtualmente e uma chuva de críticas, inclusive de coisas absurdas como “faltou umas palmadas na infância”

Se Miley já teve a coragem de mudar radicalmente e se expor, por que ela ficaria calada ao receber tantas agressões? É claro que suas inúmeras respostas e justificativas a tudo que está fazendo apenas potencializam todo o drama ao redor de algo que talvez nem seja tão grave, mas isso faz o nome dela continuar na mídia.

A música sempre foi rodeada de “transgressão”. Do rock ao funk, do pop ao rap, sempre houve gente com mensagens a passar, com pontos a provar, com outras pessoas a incomodar. E isso pode ajudar a deixar tudo mais interessante. No entanto, a graça se perde quando o mais importante, que é a música, fica de lado. No caso de Miley, a música foi, sim, esquecida por um momento. De cantora, ela passou a ser tratada como personalidade. Pouco se falava de sua voz, de suas composições, de seu novo CD.

Só que, em contrapartida, muitos assuntos importantes entraram em debate para quem se interessa por eles. Feminismo, a exposição exagerada dos jovens na atualidade, a divisão entre arte e entretenimento e por aí vai. São infinitas as possibilidades e infinitas as conclusões.

Quando o clipe da excelente balada Wrecking Ball foi lançado, tudo continuou. No vídeo, Miley aparece completamente nua em cima da bola de demolição, objeto que dá nome à canção em inglês. Ela ainda aparece de calcinha e top brancos e sensualiza lambendo um martelo. Tudo milimetricamente calculado pelo fotógrafo Terry Richardson, que dirigiu o clipe.

Wrecking Ball se tornou a primeira música da carreira de Miley a atingir o topo do pódio da concorrida parada de músicas mais tocadas dos Estados Unidos e aí mora outro fator curioso. Muita gente se perguntou até que ponto a canção obteve êxito por ser realmente envolvente e poderosa. Será que sem o clipe teria tanto impacto?

A imagem de Miley estava cada vez mais desgastada. E então surgiu a oportunidade de participar do Saturday Night Live, programa de humor americano de grande audiência. Inteligente, Miley aproveitou para finalmente equilibrar tudo. Se We Can’t Stop foi o som que deu início a toda essa nova fase, a atuação dela no humorístico surgiu como equalizador do barulho todo.

Fonte: R7

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