Operadores do PMDB viram réus na Lava Jato

Jorge Luz e seu filho Bruno Luz são acusados de lavagem de dinheiro e corrupção; pai e filho estão presos desde fevereiro deste ano.

O juiz federal Sergio Moro aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os operadores de propina do PMDB, Jorge Luz e seu filho Bruno Luz que haviam sido presos na 38ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Blackout – eles são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo o MPF, os lobistas operaram desvios de cerca de 40 milhões de dólares em dez anos, sobretudo na diretoria Internacional da Petrobras e nas áreas de Abastecimento e Serviços.

Além dos operadores de propina, se tornam réus também pelos crimes de lavagem e corrupção o ex-funcionário da Petrobras, Agosthilde Monaco de Carvalho; os ex-gerentes da Área Internacional Demarco Jorge Epifanio e Luis Carlos Moreira da Silva; os executivos do banco Schahin Milton Taufic Schahin e Fernando Schahin; e os doleiros Jorge Davies e Raul Fernando Davies.

A denúncia afirma que a atuação de Jorge e Bruno Luz se iniciou com a contratação do navio-sonda Petrobras 10 000 do estaleiro coreano Samsung ao custo de 586 milhões de dólares entre 2006 e 2008. Na época, pai e filho atuaram junto aos lobistas Fernando Soares, Júlio Camargo e Nestor Cerveró para operacionalização do pagamento de propina de 15 milhões de dólares – parte dos valores destinada a políticos do PMDB e parte a funcionários corruptos da Petrobras.

Segundo o MPF, Jorge e Bruno Luz ficaram responsáveis pela “intermediação dos recebimentos para parlamentares federais do PMDB por intermédio de estratagemas de lavagem de dinheiro com o uso da conta oculta na Suíça da offshore Pentagram, que era controlada pelos acusados, e com a indicação de contas no exterior dos doleiros uruguaios Jorge e Raul Davies, também denunciados, para posterior repasse a políticos. Um dos políticos identificados como beneficiário dos valores é Eduardo Cunha, que responde à acusação por estes fatos em outro processo”.

A denúncia ainda destaca que foram detectadas diversas irregularidades na contratação dos navios-sonda por meio de uma comissão interna da Petrobras, que detectou a ausência de processo competitivo e descumprimento das normas de governança da estatal petrolífera.

Pai e filho

Jorge Luz sempre foi conhecido como homem de confiança dos senadores Renan Calheiros e Jader Barbalho, ambos do PMDB, e tinha um bom trâmite entre políticos do PMDB, PT e PP. Ele costumava abrir caminho para a  realização de bons negócios para empresas nacionais e multinacionais. Em troca, receberia “pagamentos”, para serem divididos com parlamentares do esquema. Em junho de 2016, a PF levantou os registros de entrada e saída do país de Jorge e Bruno Luz e descobriu  que ambos viajavam com frequência para Miami, Europa e, no caso de Bruno, para o Panamá em 2013. O país é conhecido por ser um paraíso fiscal.

Pai e filho foram presos em Miami pela polícia de imigração americana, em cooperação com a Polícia Federal brasileira. Jorge é considerado pelos investigadores como uma espécie de “operador dos operadores” e teria movimentado 40 milhões de dólares em propina em 10 anos, oriundos, sobretudo, de contratos da diretoria Internacional da Petrobras. Segundo os investigadores, contudo, o lobista opera na estatal desde os anos 1980. Seu filho, Bruno, atua como “herdeiro” dos negócios escusos do pai.

Fonte: veja.com

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