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Oposição já tem 23 assinaturas no Senado para criação de CPI da Petrobras

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O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), afirmou nesta terça-feira (10) que já tem 23 das 27 assinaturas necessárias para instalar uma comissão parlamentar de inquérito sobre a Petrobras. Cássio espera que o PSB, com uma bancada de seis senadores, também apoie a investigação.

— É importante que tenhamos o número de assinaturas necessárias para responder à sociedade, que deseja essa investigação da forma mais ampla possível – disse Cássio.

No entanto, segundo o líder do PSB, João Capiberibe (AP), a bancada do partido no Senado não deve apoiar, num primeiro momento, a criação de uma nova CPI da Petrobras.

Segundo Capiberibe, o PSB deve aguardar a manifestação do Ministério Público sobre o caso. A cautela pode evitar constrangimentos no caso de o Congresso Nacional iniciar uma CPI e, posteriormente, o MP vir a indiciar um parlamentar da comissão.

Comissões

Ao comentar a formação das comissões permanentes do Senado, Cássio Cunha Lima voltou a cobrar respeito à proporcionalidade na escolha dos presidentes. Por esse critério, explicou, o PSDB teria direito à quarta escolha.

– Estamos aguardando a posição oficial da Presidência do Senado, que até agora não nos comunicou formalmente sobre quais serão os critérios para ocupação das comissões. Mas o PSDB, como todos os partidos aqui representados, não abrirá mão de sua representação – disse.

Cássio espera que não se repita o episódio que culminou na ausência do PSDB  e do PSB da Mesa do Senado.

– As oposições estão em vigília e não têm espaço para diálogo diante da postura intransigente e autoritária que o presidente Renan teve em deliberadamente excluir as oposições da mesa para cumprir seus compromissos eleitorais – sustentou.

Senadores divergem sobre movimento para pedir impeachment de Dilma

Enquanto senadores da oposição, como José Agripino (DEM-RN) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), argumentam que a sociedade já começa a se manifestar por um afastamento da presidente Dilma Rousseff, em função da insatisfação com um conjunto de fatores, como o aumento dos preços e a crise na Petrobras, os senadores do governo dizem que o tema somente está sendo levantado por uma minoria golpista e precipitada. Lindbergh Farias (PT-RJ) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmaram que esta não é a vontade da sociedade, visto que Dilma tem legitimidade no cargo.

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