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Os candidatos de Rondônia…Francisco Xavier

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Os próximos meses, até outubro, serão de muitas emoções para os eleitores, pois é quando conheceremos as propostas dos candidatos que dirão de que maneira pensam atuar nos cargos pretendidos por eles, a partir de janeiro do ano vindouro. Com certeza, serão centenas de candidatos…

A propósito da eleição, certamente vale a pena lembrar da origem da palavra candidato, como forma de propor uma reflexão a todos que puderem fazê-la, uma vez que as orientações da Justiça Eleitoral, do Ministério Público Eleitoral e da Procuradoria Eleitoral, além de outras instituições, podem não ser suficientes para que o eleitor rondoniense possa  fazer suas escolhas, embora sejam exaustivas.

Na realidade, a palavra candidato tem origem no Latim (candidus) e significa a pessoa “pura”, “limpa”, “sem manchas”, “honesta”… Este termo candidato era usado pelos romanos para designar as pessoas que disputavam cargos públicos, que pretendiam representar o povo na Roma Antiga. Naquele tempo, os candidatos vestiam-se de branco e saiam em campanha para conquistar os votos necessários para sua eleição. A roupa branca era o símbolo da pureza dos candidatos.

A palavra voto também tem origem no Latim (votum) e significava promessa feita para um Deus. Importante lembrar que muitos políticos são endeusados pelo eleitor incauto, sendo que alguns eleitores chegam a fazer promessa em defesa de seus candidatos. Claro que isso não é uma particularidade de Rondônia, mas precisamos alertar a população de nosso estado, para que possamos pensar num estado melhor para as futuras gerações. O eleitor precisa ter compromisso com a busca por uma vida melhor para todos e isto implica votar bem.

Recentemente, a imprensa do estado publicou uma lista com centenas de nomes de políticos acusados de atos tipificados como ilegais ou criminosos, as cidades ou instituições lesadas e o período em que ocorreram os fatos. Além do que os políticos do estado são conhecidos, todo mundo sabe quem são os políticos. Aqueles que cumprem penas, ou cumpriram, e aqueles que respondem a processos. Não podemos esquecer aqueles políticos que ocupam cargos atualmente. Muitos deles, ainda não respondem a processos, mas possuem atuação igualmente reprovável.

Outra coisa que não dá para entender é sobre a “pureza dos candidatos”. Se a palavra candidato designa o indivíduo que deve  ser puro, honesto, limpo, sem manchas, aqueles que já cumpriram as penas são puros? Ao cumprir a pena por atos considerados desonestos, essas pessoas voltam a ser puras, limpas, cândidas? A honestidade ou a desonestidade têm prazo de validade? E tem mais: quem foi que disse que ficha limpa é sinônimo de conduta limpa?

A partir de 05 de julho, como prevê a legislação eleitoral, começam as campanhas eleitorais e muitos candidatos buscarão os votos da população. Mas até o dia da eleição dá tempo para o eleitor buscar as informações necessárias. Com o avanço tecnológico, fica fácil saber quem são os candidatos. Pesquisar sobre eles ajuda a mudar o estado, ajuda a justiça e ajuda o país. Ninguém se torna puro do dia para a noite.

Finalmente, existe a possibilidade de votarmos em pessoas que, no momento da eleição, não possuem manchas, mas que revelam a face desonesta depois da posse. Neste caso, não há como dizer que a culpa foi do eleitor. A solução, nestes casos, é não votar na mesma pessoa em futuras eleições. Não é tão difícil assim buscar um país mais decente e livre de picaretas. Basta pensar para votar… Tenho dito!

FRANCISCO XAVIER GOMES

Professor da Rede Estadual

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