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Os nomes inusitados dos candidatos na disputa eleitoral

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Pedro Luna, vulgo “Jesus Tricolor”, que disputa uma vaga a vereador do Recife, não se incomoda com as críticas sobre o marketing usado.

Na disputa eleitoral, às vezes, o “vale-tudo” é o que prevalece. Há pré-candidatos que usam e abusam de todas as formas para chamar a atenção. No entanto, o candidato Pedro Luna, vulgo “Jesus Tricolor”, que disputa uma vaga a vereador do Recife, pelo Partido Social Cristão (PSC), não enxerga dessa forma. Para ele, o nome sugestivo aconteceu de forma natural e não se incomoda com as críticas. “Nem Jesus agradou a todo mundo. O meu nome artístico aconteceu de forma natural por encenar pequenas peças similares da Paixão de Cristo no Recife e porque eu sempre estive presente nos estádios de futebol e outros eventos esportivos”, afirmou.

Apesar do “nome artístico”, Pedro Luna afirma que a seriedade de sua campanha está acima de tudo. “Acredito que os pré-candidatos que usarem qualquer tipo de mecanismo, desde que seja com ética, é válido. Esse tipo de vale-tudo honesto é permitido”, afirmou.

“Jesus Tricolor” diz que não se preocupa com os que acham o seu vulgo apelativo. “Eu não ligo. Muitos também criticaram Tiririca na época da sua primeira campanha e ele é um dos deputados mais assíduos na Câmara Federal”, comparou o pré-candidato. E finalizou. “Não importa se é Zezinho da água ou qualquer que seja o nome que se use para chamar atenção. O importante é que os eleitores saibam que podemos ser instrumento do povo. O importante é a boa política. Estou esperançoso e tranquilo em relação a isso”, finalizou.

Nome indeferido

O pré-candidato a uma vaga da Câmara dos Vereadores de Petrolina Joadvan Martins (PSL), mais conhecido como “Estrume”, já teve problemas na primeira eleição que se candidatou, em 2012. Faltando quinze dias para as eleições, a justiça eleitoral indeferiu o uso do seu apelido. “De última hora, eu tive que trocar usar outro nome, o que me prejudicou muito, pois, todos me conheciam pelo meu apelido e não consegui me eleger, mas , nestas eleições recorri e estou aguardando para ver se consigo usar”, lamentou.

O pré-candidato diz que sua intenção não é e nem nunca foi debochar do eleitor. “Sou corretor de carros há mais de vinte cinco anos e chamava um colega de trabalho de estrume porque ele era um pouco lento, mas o apelido acabou pegando em mim. Desde então, todos assim me conhecem. Não é um sentido pejorativo. Eu até quis mudar para Joadvan, mas as pessoas não me reconhecem”, explicou Joadvan.

Ele acrescentou que a política é coisa séria e não concorda quem usa de marketing para se eleger. “Minha intenção é ganhar espaço e não o marketing. Meu nome ou apelido não é o que vai determinar quem eu sou. Hoje sou um candidato, amanhã posso ser um prefeito, um presidente, porém o meu apelido será o mesmo”, disse.

Outros pré-candidatos, do segmento do povo de terreiros, também chamam atenção pelo nome inusitado como Serginho da Burra, Ogan Edson Axé, Pai Véu de Paudalho, Juremeiro Alexandre L’Omi L’Odò e Pai Israel de Averekete, que disputam uma vaga na Câmara dos Vereadores, respectivamente, em Goiana, Recife, Paudalho, Olinda e Palmares.

Veja um pequena lista:

Galega do Churrasco

Neymar Cover

Emprequete

Makunaima

Maionese

Breguereba

Bell Com Amor

Olga Um Beijo E Um Queijo

Gretchen Cover

Primo Pobre

Iranãn De Tejucupapo

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