Paciente morre porque médicos Vilhenenses não conseguem diagnosticar Leptospirose

O Ministério Público de Rondônia instaurou inquérito para investigar uma suposta negligência e erro médico que resultou na morte do paciente Rafael Euclides Bristotti Silva no Hospital Regional de Vilhena.

De acordo com o MPE, uma denúncia foi feita no órgão, apontando que o atendimento e diagnóstico tardio ao paciente, resultou na morte dele, na noite do dia 13 de abril deste ano.

A Família
Segundo relatos feitos da família, ele teria ido ao hospital dos dias 05 a 11/04, com sintomas de dor de cabeça, febre alta e batimento cardíaco acelerado, sendo-lhe prescrito, no período, dipirona injetável, sem internação. Já no dia 11/04, por volta das 23 horas, com o agravamento de seu quadro, Rafael retornou ao Regional, e lá ficou internado, em observação, para ingestão de soro. Na data seguinte, por volta das 09 da manhã , o rapaz foi encaminhado à UTI.

Conforme fotocópia da certidão anexo ao inquérito civil, o paciente morreu no dia 13 de abril.

A denúncia trouxe que, no instante da morte, Rafael respirava por ventilação mecânica, já que a usina de oxigênio encontrava-se com problemas. Por isso, a família solicitou auxílio do Ministério Público Estadual, no sentido de se averiguar as circunstâncias em que se deram o óbito do adolescente, principalmente se houve diagnóstico errado ou negligência.

Logo após o falecimento, uma equipe médica do HR reuniu a imprensa para negar que tivesse ocorrido negligência no atendimento ao paciente. Exames posteriores constataram que a morte de Rafael não havia sido provocada pelo vírus H1N1, como se suspeitava. A análise, feita pelo Laboratório Central (Lacen) , constatou que ele foi vítima de leptospirose, uma doença transmitida por urina ou fezes de animais, principalmente rato.

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