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Padrasto via Joaquim como ’empecilho’, diz mãe do garoto à polícia

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O menino Joaquim Ponte Marques, 3, era visto como “empecilho” pelo padrasto Guilherme Raymo Longo, no casamento com a mãe da criança, Natália Mingoni Ponte.

A declaração foi feita por Natália em depoimento à Polícia Civil neste domingo (10), de acordo com o promotor Marcus Tulio Alves Nicolino, que acompanhou o depoimento, Natália afirmou que era vítima de ameaças de agressão do marido há algum tempo e que já pensava em se separar dele, principalmente após ter descoberto que Longo voltou a usar cocaína.

O padrasto culpava Joaquim pelos desentendimentos com a mulher.

Três dias antes do sumiço do garoto, houve uma briga foi quando o padrasto ameaçou se matar.

O avô materno de Joaquim, Vicente Ponte, disse à Folha durante o velório que, se soubesse que o genro usava drogas, teria levado a criança para morar com ele e a avó em São Joaquim da Barra.

INSULINA

O promotor não descarta a hipótese de Joaquim ter sido morto por excesso de insulina no sangue. Segundo ele, na última sexta-feira (8), Natália levou a caneta de insulina usada no filho, portador de diabetes, para a Polícia Civil. Na ocasião, o padrasto confessou que teria se autoaplicado 30 doses de insulina –no dia anterior, no entanto, ele afirmou que fora duas doses.

“Provavelmente a mãe se sentia intimidada pelo marido. Ela viu o corpo do filho e agora, mais segura, talvez decida fornecer mais informações”, afirmou o promotor.

A polícia também apura as possibilidades de morte por envenenamento ou agressão.

O advogado de Longo, Antonio Carlos de Oliveira, afirmou que não teve acesso ao inquérito policial e não poderia comentar as acusações de Natália. Ele disse que se reunirá com a juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos, que negou o primeiro pedido de prisão temporária ao casal, para que possa ter acesso aos documentos e faça o pedido de revogação da prisão de Longo.

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