Não é necessário que haja superfaturamento da obra para que uma empresa possa pagar propina. A afirmação foi feita há pouco pelo ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, que depõe neste momento na CPI do BNDES, que apura supostas irregularidades em concessões de empréstimos feitos pelo banco.

Segundo ele, é comum que o suborno seja incluído no custo da empresa, sem afetar a margem de lucro ou exigir que a obra seja superfaturada. A declaração dada após questionamentos do deputado Carlos Melles (DEM-MG) sobre o pagamento de propinas a partidos políticos.

Avancini confirmou mais cedo, na CPI, que a Camargo Corrêa pagava 1% da sua parcela no contrato de construção da Usina de Belo Monte para partidos políticos. Isso dava cerca de R$ 20 milhões. Ele citou apenas o PMDB como sigla que teria recebido o suborno.

Esta informação faz parte do acordo de delação premiada que ele assinou com o Ministério Público Federal dentro da denúncia que apura propinas na Petrobras (Operação Lava Jato). Avancini também confirmou que a Camargo pagou R$ 110 milhões para diretores da Petrobras, informação que ele já havia prestado à CPI da Petrobras da Câmara dos Deputados.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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