Painel Político
A maior agência de notícias em seu Whatsapp do Brasil

PAINEL POLÍTICO revelou esquemas em Cacoal

0

Conversas gravadas entre a chefe de gabinete e o ex-secretário de saúde Márcio Weber detalhavam a corrupção no município

Na manhã desta sexta-feira a polícia civil e o Ministério Público deflagraram uma operação em Cacoal para combater esquemas de corrupção envolvendo vereadores e assessores do prefeito Franco Vialleto (PT). Ao todo, 9 mandados de prisão estão sendo cumpridos, entre eles o do presidente da Câmara de Vereadores, Paty Paulista e a chefe de gabinete da prefeitura, Maria Ivani de Araújo.

Segundo o diretor de polícia do interior, delegado Eliseu Muller de Siqueira, que coordenou a Operação, as investigações descobriram uma organização criminosa envolvendo agentes públicos da Prefeitura e da Câmara Municipal. Ele citou como exemplo doações de terrenos e a construção de uma unidade de saúde. O nome da Operação foi dado porque em determinada gravação, a chefe de gabinete da Prefeitura referiu-se ao povo de Cacoal como mero detalhe e que não a preocupava.

Leia também:

COLUNA – PAGAMENTO DE PROPINA, AMEAÇAS DE MORTE E CPI COMPLICAM VIDA DE PREFEITO

GRAVAÇÕES COMPROVAM QUE EX-SECRETÁRIO DE SAÚDE DE CACOAL ATUA COM CHEFE DE GABINETE EM ESQUEMAS

GRAVAÇÕES MOSTRAM CHEFE DE GABINETE DA PREFEITURA DE CACOAL OFERECENDO “PORTARIA” EM TROCA DE SILÊNCIO

Além das prisões de Paty Paulista e da chefe de gabinete outros três vereadores foram conduzidos coercitivamente para a Delegacia. No total estão sendo cumpridos 9 mandados de prisão temporária e 27 mandados de busca e apreensão.

No dia 10 de março a coluna PAINEL POLÍTICO revelou com exclusividade que o esquema de corrupção envolvia todas as esferas de poder do município.

Em 18 de março deste ano, PAINEL POLÍTICO divulgou gravações de conversas entre a chefe de gabinete da prefeitura e o então secretário municipal de saúde, Márcio Weder. Ela aparecia oferecendo uma portaria de R$ 5 mil ao x-secretário de Saúde do município, Márcio Weder para que ele ficasse em silêncio e não falasse mais sobre o suposto pagamento irregular e pagamento de propinas feitos pela empresa que constrói a Unidade de Pronto Atendimento da cidade.

Em outra reportagem, publicada 19 de março, novas conversas foram reveladas, mostrando que o ex-secretário de saúde de Cacoal, Márcio Welder, que após ter sido exonerado da prefeitura por ter se recusado a pagar uma medição da construção da Unidade de Pronto Atendimento, fez uma série de denúncias contra o prefeito Padre Franco. Entre elas a de que o empresário João Bonilha, proprietário da construtora Esfinge, responsável pela obra, teria pago propina de R$ 190 mil para vencer a licitação. Na ocasião, Welder também afirmou que a chefe de gabinete do prefeito, Maria Ivani e o procurador do município, José Carlos dos Reis teriam feito pressão para que ele pagasse a medição, sendo que José Carlos o teria ameaçado de morte.

Comentários
Carregando