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Palanque eclético pode prejudicar Glaucione em Cacoal

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Resenha política, Robson Oliveira

Indefinição

Enquanto os partidos começam a escolher os seus pré-candidatos a prefeito em Porto Velho, o PSDB aguarda uma definição da deputada federal Mariana Carvalho. Embora a parlamentar publicamente mantenha o PSDB na espera, todos sabem que em privado tem reiterado que não está disposta a entrar na disputa. A indefinição incomodou o tucanato que começa a avaliar seriamente o lançamento do ex-promotor e empresário Hildon Chaves.

Evasivas

Nas sondagens internas que o PSDB fez para avaliar as chances na sucessão de Mauro Nazif, a deputada Mariana Carvalho é a melhor postada, mas os números indicam que mesmo com favoritismo haverá segundo turno. Instada a falar sobre a suposta postulação a parlamentar desconversa e prorroga o anúncio da decisão. Embora os pré-candidatos lançados estejam articulando suas campanhas.

Perfil

Nas hostes tucanas há quem torça o nariz para a alternativa Hildon Chaves por ser um nome desconhecido da maioria do eleitor da capital e inexperiente na política. O problema é que a crise política e moral que está sucumbindo os partidos e os caciques desde o início da ‘operação lava-jato’ abre caminho para candidatos com perfil exatamente distintos dos políticos com mandatos. E o ex-promotor Hildon Chaves, distante desse mar de lama, pode surpreender. Além de contar pessoalmente com uma ótima experiência administrativa privada possui um vasto conhecimento da legislação que veda os malfeitos das nossas autoridades públicas.

Fora

Roberto Sobrinho (PT), mesmo pontuando nas sondagens publicadas por aí, não vai ser candidato a prefeito. Além dos óbices jurídicos que impedem no momento o registro, ele havia concluído que o momento é difícil para os ex-gestores. Aliás, a coluna havia antecipado em janeiro que Sobrinho não seria candidato.

Epílogo

Em Cacoal está se desenhando uma candidatura a prefeito com características de imbatível com a junção da maioria das forças políticas locais e estaduais. Falo da pré-candidatura da deputada estadual Glaucione Neri (PMDB). Recém-filiada ao PMDB, ela poderá contar com o apoio do governador Confúcio Moura, do senador Valdir Raupp, ambos do PMDB, do senador Ivo K-Sol (PP) e de Expedito Junior (PSDB).

Derrota

Caso se confirme esta coligação, Glaucione comete o mesmo erro da eleição municipal passada quando terminou sendo derrotada pelo Padre Franco (PT), pois o eleitor percebe que um palanque eclético com tantos caciques de posições antagônicas não se sustenta.

Austero

No seu famoso BLOG, o governador Confúcio Moura criticou os deputados estaduais ao derrubar um decreto governamental destinado a conter gastos perdulários para enfrentar a crise. Moura também alfinetou o legislativo por não compreender a realidade econômica por que passa o país com reflexos nos estados e municípios. Apesar de escolher um texto ameno para puxar as orelhas dos senhores parlamentares, as críticas de Moura são corretas e exige dos poderes a mesma austeridade que o executivo pôs em prática. Importante também registrar a compreensão de temporariedade que sua excelência possui do cargo que ocupa sem negligenciar a visão de futuro de estado.

Temporal

Caiu feito temporal em Brasília o pedido da Procuradoria Geral da República feito por Rodrigo Janot para que o Supremo Tribunal Federal mande prender preventivamente os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá, o deputado federal Eduardo Cunha e o ex-presidente José Sarney, todos do PMDB. Depois que o mesmo STF decidiu pela prisão do senador Delcídio Amaral (ex-PT), ninguém duvida que a medida seja novamente adotada apesar de constitucionalmente o pedido ser inadequado.

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