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Para Aécio, saída de Dilma “é etapa, e não solução”

Aécio Neves foi entrevistado na manhã desta quinta, 25/02, no Jornal da Manhã, da Jovem Pan, e falou sobre os últimos acontecimentos na Operação Lava a Jato. Para o Senador, a a prisão de João Santana é o que há de mais grave desde o início de toda investigação. “Desde o início da operação vemos indícios muito fortes que comprometem o Governo como um todo, mas de forma especial a última campanha do PT. O que ocorreu nessa semana foi o fato mais grave até aqui, na minha avaliação. Pela primeira vez temos provas documentais, que vinculam a campanha de Dilma a corrupção da Petrobrás.”

Sobre as acusações ao marketeiro do PT, que recebeu dinheiro de um operador da Petrobrás, Aécio opinou: “O depoimento da esposa dele relacionando o dinheiro a serviços prestados no exterior, ao que me parece, não se sustentará.”
A oposição quer que o operador da Petrobrás que distribuiu dinheiro também a João Santana seja ouvido. “O que temos agora essa semana foi o pedido de todos esses documentos do processo que se encaminha junto ao TSE, inclusive queremos que esse cidadão, que distribuía esse recurso, que pagou João Santana, seja ouvido.”
Eduardo Cunha
Aécio Neves falou na Jovem Pan sobre ser também prejudicial ao país a permanência de Eduardo Cunha no poder e afirmou que a única pessoa que está sendo beneficiada com isso é a própria Presidente Dilma Rousseff. “A presença dele é um impeditivo para o avanço de algumas decisões, até do próprio TSE (…) Há um clima crescente que enquanto Dilma estiver na presidência o Brasil não vai virar essa página. E no Congresso, enquanto Cunha estiver dessa forma, não há maneira que alguma pauta em favor do pais avance (…) Setores do PT fazem jogo de cena de criticar publicamente, mas, não têm menor interesse no desfecho desse processo.”

Manifestações
 
O PSDB continuará a apoiar as manifestações contra o Governo e Aécio acredita que o TSE irá se sensibilizar…. “A única coisa que faz tremer as estruturas do parlamento é o povo na rua. Vamos ajudar os movimentos que estão participando dessas movimentações para que haja mobilização crescente, cada vez maior. O congresso se moverá e o TSE se sensibilizará quando perceber há um sentimo crescente na sociedade que Dilma no Governo não é ruim para nós da oposição, é ruim para o país.”
E depois do impeachment?
Questionado por Joseval Peixoto sobre o que será do país caso o impeachment ocorra, Aécio disse que a saída de Dilma não é a solução de tudo. “Brasil só vai reiniciar um processo de retomada do crescimento com credibilidade e confiança. A saída da Presidente é uma etapa e não a solução para tudo. No momento que tivermos um Governo legitimado, que se apresente a população de forma clara, com uma agenda dura, de reforma, de julgamento da máquina publica, resgate da meritocracia, de coragem para se reconectar com o mundo, com a política externa profissional e não esse alinhamento ideológico que nos fez retroceder anos na politica externa.”
Delcídio do Amaral
O senador afirmou que o retorno de Delcídio do Amaral é um “constrangimento” para todos, mas, que ainda não dá para avaliar como será seu trabalho. “A justiça permite e temos que ver de que forma ele vai fazer. Tem muita especulação. O PSDB até ontem relatava o processo dele no conselho de ética e  foi retirada por uma interpretação do Presidente, que nós respeitamos. Temos que ficar muito atentos, mas não dá ainda para perceber como vai ser, só não deixa de ser um constrangimento para todos.”
Jovem Pan
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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