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Para defender Dilma, ex-presidente da OAB compara impeachment a caso Collor

Para o ex-presidente da OAB, outra diferença fundamental entre os dois casos é a ocorrência de crime. “No caso de Collor, havia crime, e agora, não existe isso. Não há crime nenhum.”

O jurista também apresentou diferenças no comportamento da sociedade civil. Segundo ele, não havia setores que saíram em defesa de Collor, enquanto hoje há defensores da presidente Dilma que alegam a execução de um golpe.

Quanto ao posicionamento da OAB, favorável ao impeachment de Dilma, o ex-presidente afirmou que a entidade está equivocada, como esteve noutras vezes. “OAB e CNBB apoiaram o golpe de 1964 de certa maneira até ingenuamente. Coincidentemente como agora. Lá e cá, a mesmíssima coisa”, argumentou. Mas disse também que tem certeza que a OAB logo irá mudar seu posicionamento.

Ainda antes de dar início à defesa da presidente, o jurista afirmou que sabia que sua fala teria “baixo nível de permeabilidade” entre os senadores, mas que cabia a ele “semear”. Ao mesmo tempo, Lavenère disse não acreditar que os senadores não saibam que não há crime cometido por Dilma Rousseff.

Comissão

O ex-presidente da OAB foi o último especialista a falar na sessão desta terça-feira. Além dele, os professores Geraldo Luiz Mascarenhas Prado (UFRJ) e Ricardo Lodi Ribeiro (UERJ) também defenderam a presidente Dilma Rousseff. Agora, os senadores fazem perguntas e debater com os convidados. Na sessão dessa segunda-feira, falaram especialistas convidados pela acusação.

Nesta quarta-feira (4) o relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) apresenta e lê seu parecer sobre o processo. Apenas na quinta-feira os senadores darão início à discussão do relatório, quando o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, terá outra oportunidade de defender a presidente.

A votação do relatório na comissão está agenda para sexta-feira (6) já a votação em plenário, que pode afastar a presidente Dilma por 180 dias, está prevista para 11 de maio.

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