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Para Lebrão assumir DER é preciso mudar a lei

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Perdido

O deputado federal Lindomar Garçom (PMDB), durante a posse na Câmara Federal no último domingo, perambulava de um lado ao outro pelos infinitos corredores do Congresso Nacional feito noviço sem conseguir chegar ao plenário da casa para fazer o juramento oficial. Ao chegar ao plenário ainda foi barrado pelos seguranças. Tomou posse somente por último, depois de vencer os contratempos e a empáfia dos sisudos seguranças do Congresso Nacional.

Desprezo

Quem também caminhava a esmo pelos corredores do Congresso um dia antes da posse dos eleitos (sábado) era o ex-deputado federal Amir Lando com as vestes todas encharcadas. O ex-deputado foi beber água e terminou sendo vítima de um garçom (não foi Lindomar) desastrado que derramou uma xícara de café em seu desalinhado paletó. Em tom de gozação, um ex-deputado que presenciou a cena disse que, além da derrota, do despejo do apartamento funcional, quem retorna à casa derrotado é desprezado até pelos garçons. Razão pela qual saía com a roupa encharcada.

Vingança

Falando em Lando, esta coluna já alertou em dezembro passado que não é nada confortável tê-lo como suplente. Ruim de urna, mas letal nos bastidores. Todas as vezes que ficou na suplência, o titular do cargo morreu (Olavo Pires), foi cassado ou preso (Natan e Nobel). Lindomar Garçom, deputado federal eleito e encalacrado até o pescoço com problemas na Justiça Eleitoral, que se cuide, pois Amir está de olho em seu mandato. Embora seja apenas o segundo suplente, Lando já age nas coxias para inabilitar o primeiro suplente, Ernandes Amorim, pra depois mirar no titular do cargo. As chances de Amir Lando remover as pedras do meio do seu caminho para assumir a vaga são alvissareiras. Aí poderá se vingar do banho que o garçom lhe deu no sábado passado.

Lucidez

Em lampejo de lucidez política o escriba Confúcio Moura, governador de Rondônia, criticou em seu BLOG a falta de criatividade dos auxiliares, em particular os da engenharia, que não conseguem encontrar uma forma de manter os trabalhos de pavimentação na estação chuvosa rondoniense. A crítica do escriba e dublê de governador é correta, pois em países nórdicos, por exemplo, onde o sol é uma raridade, as ruas das cidades e as rodovias são pavimentadas o ano todo, exceto durante as nevascas.

Unanimidade

É raro uma eleição para mesa diretora da Assembleia Legislativa de Rondônia de forma unânime. Maurão de Carvalho virou uma unanimidade entre os pares e se tornou o novo presidente de um poder que tem em seus quadros muitos enrolados com malfeitos. Parlamentar de vários mandatos e conhecedor como ninguém das entranhas da casa, tem a tarefa de cumprir os compromissos assumidos sem perder a linha como alguns antecessores. Pelo histórico, teremos ainda muito a comentar sobre o futuro da Assembleia Legislativa. Aguardemos, pois!

Pauta

Apenas um dia após a festa da eleição como presidente da ALE, Maurão de Carvalho virou pauta da grande mídia que o relacionou entre os dirigentes dos legislativos estaduais envolvido em malfeitos. Pautaram ele também em outras instituições…

Falácia

O deputado estadual Lebrão informou que foi convidado pelo governador para assumir o Departamento de Estradas e Rodagens (DER), mas ainda não decidiu se aceita. Conversa mole. Não assumiu porque há um impedimento legal para os deputados assumirem autarquias sem perder o mandato. A lei permite o afastamento do parlamentar para que seja secretário de estado. Para assumir o DER sem o risco de perder o mandato será preciso modificar a lei. Ainda assim há controvérsias.

Lenda

Uma fonte palaciana disse à coluna que dez deputados estaduais pressionam Confúcio Moura para nomear Lebrão. Reza a lenda da política que não se deve nomear alguém que você não possa exonerar sem causar prejuízos incomensuráveis. Eis aí um exemplo típico.

DNA

Os tucanos de alta plumagem da Câmara Federal ficaram uma arara com a noviça colega de bancada Mariana Carvalho por não seguir a orientação partidária na votação da presidência da Câmara Federal. O PSDB havia fechado com a candidatura do deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) e a deputada federal rondoniense optou pelo peemedebista Eduardo Cunha. Um péssimo começo para quem almeja cavar um espaço numa seara em que o mais besta dá nó em pingo d’agua e ainda faz sucesso chamando o eleitor de abestado.

Degola

Dependendo da maioria dos deputados estaduais, o secretário-chefe da Casa Civil, Emerson Castro, tem os dias contados no cargo. Em pouco tempo respondendo pela principal pasta política do governo, ele (Emerson) conseguiu desagradar vários setores, especialmente os parlamentares. Confúcio Moura sempre demonstrou apreço por Castro, mas a coluna ouviu oito deputados que querem a cabeça do secretário imediatamente. Se a navalha amolar, cedo ou tarde, a cabeça de Castro rola. Embora seja uma pessoa que a coluna sempre reputou de bom trato.

Pegajoso

O ex-prefeito e atual secretário adjunto da Casa Civil, Vitorino Cherque, também está sendo fritado no palácio por fogo amigo. Dizem que o chefe tem abominado a forma pegajosa como o auxiliar tem desempenhado as funções. Pra bajular o governador há medida a ser seguida, disse uma fonte. Cherque tem exagerado na mensura.

Perseguição

A ex-secretária de Meio Ambiente do Estado, Nanci Rodrigues, fez chegar ao palácio queixas contra uma suposta perseguição do atual titular da pasta. As queixas foram ouvidas e o sucessor de Nanci pode ser substituído a qualquer momento.

Agilidade

O vereador Everaldo Fogaça (PTB), da capital, esteve no final de semana em Brasília para acompanhar a posse dos novos congressistas. Não perdeu tempo e cobrou dos parlamentares federais de Rondônia a conclusão dos viadutos, um novo porto e recursos para a infraestrutura de Porto Velho. Avisou à bancada que vai cobrar serviço de todos, em particular dos que foram bem votados na capital.

Enchente

Há um desencontro de informações entre os órgãos sobre uma repetição da cheia do Madeira. Cada um faz um prognóstico diferente do outro, mas as águas continuam subindo. Não terá sido falta de aviso às autoridades caso haja desabrigados e desassistidos. Não adiantará também a prefeitura e o governo se eximirem das responsabilidades quando a água atingir o “queixo” dos desabrigados.

Impeachment

A coluna assistiu das galerias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal as eleições de Eduardo Cunha e Renan Calheiros para as presidências das respectivas casas legislativas. O que mais se ouviu da boca miúda é que a presidente Dilma Rousseff não chega ao fim do mandato. Com o PMDB na direção das duas casas e o vice-presidente também vice de Dilma, qualquer escorregão no óleo do “Petrolão” a presidente cai. Querem uma nova CPI da Petrobrás para justificar o impeachment. Clima para uma ruptura política não havia ano passado, mas a temperatura congressual muda que nem nuvem: basta apenas o tempo fechar…

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