Para não fugir à regra, Cassol ganha mais tempo; Toffoli pediu vistas

O Supremo Tribunal Federal (STF) apreciou nesta quarta-feira os embargos em declaração que haviam sido impetrados pelo senador Ivo Cassol, na Ação Penal 565, que o condenou a 4 anos e 8 meses de prisão por direcionar licitação quando era prefeito de Rolim de Moura.

Os embargos não foram julgados porque um dos ministros pediu vistas. Cármen Lúcia, relatora do processo, rejeitou os embargos, mas no julgamento o ministro Dias Toffoli adiantou que o ministro Gilmar Mendes vai apresentar voto acolhendo os recursos.

O ex-governador de Rondônia foi condenado por fraude em licitações no período em que era prefeito de Rolim de Moura (RO), entre 1998 e 2002. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já pediu ao Supremo que determine o início do cumprimento da sentença. Cassol também foi condenado a pagar multa de R$ 201.817,05.

Atualmente Cassol responde a outros nove processos. Além do recurso, é réu em duas ações penais (562 e891) por calúnia e corrupção eleitoral. O ex-governador de Rondônia é alvo de outros sete inquéritos (3158, 2828, 3513,3742, 3614, 3820 e 3961) por peculato, improbidade administrativa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, crimes contra o meio ambiente, contra o sistema financeiro e contra a Lei de Licitações. Ele evita comentar sobre as acusações. “Responderei apenas na Justiça o que devo a ela”, disse o senador.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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