Para proteger centro histórico, Florença proibirá novos restaurantes

Medida tem como meta proteger a identidade cultural da cidade

A Prefeitura de Florença, um dos destinos mais visitados da Itália, e o governo da Toscana chegaram a um acordo para proibir por três anos a abertura de novos negócios alimentares e restaurantes no centro histórico da cidade. Segundo um comunicado divulgado pelas duas administrações, o objetivo é “proteger” o coração de Florença contra atividades econômicas que possam “desvirtuar” sua identidade cultural.

Dados da Prefeitura mostram que o número de estabelecimentos do setor de alimentos cresceu 28,6% na cidade nos últimos cinco anos, cifra que sobe para 44% quando se considera apenas o centro histórico florentino. A proibição ainda não está em vigor, mas deve ser sancionada em breve. “Florença é uma cidade com alta densidade de bens culturais e com um fluxo turístico concentrado no centro histórico. O que queremos evitar é uma perda de sua tipicidade em favor da preponderância de turistas em relação aos moradores”, diz uma nota do governador da Toscana, Enrico Rossi.

Berço do Renascimento e lar de alguns dos museus mais celebrados do mundo, Florença tem menos de 400 mil habitantes, mas recebe cerca de 10 milhões de turistas por ano.

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