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Parentes de Loures afirmam que ele sofre “tortura” para delatar Temer

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Familiares do ex-assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB) e ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) fizeram, nesta sexta-feira (30/6), novo apelo para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin acate pedido de transferência do parlamentar. Isso porque, segundo parentes do ex-parlamentar, ele estaria sofrendo “tortura” na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso desde o início deste mês.

Loures foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil em propina e delatado pelos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-deputado por corrupção passiva e por entender que a entrega do dinheiro ocorreu por causa do poder de influência do presidente da República. O órgão também acusou Temer formalmente, pelo mesmo crime.

A família do ex-parlamentar, segundo informações da Folha de S.Paulo, afirma que ele estaria sofrendo tortura para “delatar Temer”. Os interlocutores do ex-assessor da Presidência acrescentam que ele está há 17 dias “sem ver a luz do sol”, pois não há na carceragem da PF um pátio.

Eles alegam também que todas as outras pessoas presas após a delação dos irmãos Batista estão em melhores condições que Loures. No apelo, citam como argumento a prisão domiciliar do primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco, flagrado enquanto buscava dinheiro na JBS. Os familiares de Loures mencionam também a decisão do ministro do STF Marco Aurélio Mello, que, nesta sexta, negou pedido de prisão do tucano e ordenou a devolução de seu mandato.

Condições
A PF informou ao STF que não tem condições de manter Loures preso na carceragem da Superintendência. Em ofício enviado à Corte por um dos delegados responsáveis pela custódia do ex-deputado, a corporação afirma que as celas não comportam presos provisórios.

“Considerando as condições acima explanadas e levando-se em conta a segurança das instalações, os horários de visita de advogados e familiares aos presos da Superintendência da Policia Federal no Distrito Federal são limitados conforme orientações normativas internas”, diz a PF.

No início do mês, ao ser preso, Loures foi levado para a carceragem da PF. Em seguida, foi transferido para o presídio da Papuda, mas pediu para retornar à Superintendência da corporação após alegar supostas ameaças de morte.

 

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