Passageiros reclamam de preços abusivos cobrados por mototaxistas de Porto Velho

Usuários do sistema mototáxi de Porto Velho reclamam do preço cobrado pelas corridas em desacordo com tabela municipal, maus tratos com passageiros e as manobras arriscadas no trânsito.

Durante o mês de Setembro, a redação de Painel Político recebeu varias reclamações dos serviços de mototáxi em Porto Velho. De acordo com a maioria das reclamações, os mototaxistas praticam cobranças indevidas, acima dos valores elaborados pela tabela da SEMTRAN, não tem educação no atendimento e trato com o cliente e uma das reclamações mais comuns são relacionadas a forma como os mototaxistas andam no trânsito.

A situação se dá da seguinte forma, se você sentar na garupa de um mototaxista e não perguntar o valor da corrida, ao chegar ao destino acaba pagando o valor que o piloto disser, pois caso contrário, ficará exposto a todo tipo de constrangimento moral e até ameaças e agressões verbais

Caso você pergunte o valor, não conseguirá ouvir uma saída do ponto de partida para o local de destino por menos de R$ 10,00, o que equivaleria a uma distância percorrida de 9 quilômetros, mesmo que a distância percorrida seja menor, em nenhum momento é citada a existência de uma tabela, que corresponde aos quilômetros percorridos em distância pré-programadas estabelecidas em Lei Municipal, pela Secretaria Municipal de Trânsito, a qual assegura aos passageiros o pagamentos de valores ajustados bem menores do que os cobrados.

VEJA TABELA ABAIXO:

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Na tabela elaborada pela SEMTRAN, uma “saída”, equivalente a R$ 3,80 pelo primeiro quilometro percorrido na Bandeira I, que se estende durante os dias de semana até às 18:00hs, após o primeiro quilômetros acrescenta-se R$ 0,80 a cada novo quilometro, conforme exposto na tabela.

Pois bem, caso haja necessidade de você percorrer 9 quilômetros, o que equivaleria a um valor de R$ 10,20, com certeza estaria pagando um preço justo pelo serviço oferecido, porém, na prática não é isso que se vê no uso do serviço oferecido na capital de Rondônia.

Fizemos uma simulação de uma distância considerável, através do Google Maps e seu sistema de medição de distâncias, município de Porto Velho, pegamos um ponto reto pela Avenida Calama, que equivale da esquina do Porto Velho Shopping (Rio Madeira/ Calama), até a esquina da Avenida Faquar com a Calama, o que resultou em uma distância de 3, 730 quilometros (Três mil Setecentos e Trinta Metros), o que pelos valores exigidos pela tabela da SEMTRAN resultaria em no máximo o custo de R$ 6,20, por 4 quilometros percorridos, o que restaria ainda aos passageiros uma soma de R$ 3,80 para completar outra corrida, ou até mesmo pegar um ônibus.

VEJA ABAIXO A SIMULAÇÃO:

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Em contato com a SEMTRAN, através do Chefe do Departamento de Trânsito, Tiago Machado, nossa reportagem apurou que nos casos acimas relatados, existem várias irregularidades sendo cometidas pelos mototaxistas, que possuem suas AMM (Autorização Municipal de Mototaxi), que se valem desses expedientes de cobrança para exercer seu trabalha junto a comunidade,e que diversas ocorrências vem sendo registradas ultimamente, e o número tem aumentado gradativamente conforme a população toma conhecimento dos seus direitos.

Em todo caso, a secretaria tem um departamento próprio para denúncia, que atende por meio de ligação gratuíta, através do 0800 647 5100, que receberá a denúncia, apurará e tomará as medidas punitivas junto aos que tem recorrido a essa prática irregular.

As medidas tomadas pela SEMTRAN são sucessivas multas de R$ 186,00 (3 UPFs – Unidade Padrão Fiscal), cada UPF sai por R$ 62,00, em casos de constantes reincidências do mesmo mototaxista (AMM), as multas estarão sendo anotadas no histórico de comportamento do mototaxista, além de trazer enormes prejuízos econômicos aos que persistirem em práticas irregulares.

Para denunciar, basta que o passageiro anote o número da placa da moto junto ao número do colete exibido no uniforme do mototaxista, em todo caso, pode-se trazer uma foto também do veículo e seu condutor, após a denúncia, que pode ser feita até mesmo via telefone, basta o passageiro comparecer a SEMTRAN e prestar maiores esclarecimentos sobre o caso.

A SEMTRAN de imediato, desde a primeira denúncia faz a oitiva do mototaxista e já aplica a multa, caso haja outras denúncias o mesmo vai sendo multado até compreender que os erros cometidos não favorecerão em nada a sua economia, caso venha a não pagar as multas aplicadas poderá ter seu veículo recolhido ao pátio da SEMTRAN por 45 dias e sua concessão suspensa pelo mesmo período.

A Chefe do departamento de Trânsito esclareceu ainda que houve uma tentativa de se implantar um sistema de monitoramento para controle e acompanhamento do próprio usuário do serviço de mototáxis, mas, o aparelho apresentou defeitos que impediram a sua utilização, como infiltramento de água, porém, relatou que recentemente o Congresso Nacional aprovou, por meio de um novo equipamento, chamado “Mototaxímetro”, muito mais seguro e impermeável, a ser instalado nas unidades AMMs nos próximos meses, mas, sem previsão de início, sendo necessário nesse caso, que a população continue exercendo seus direitos de ajudar o poder publico a fiscalizar os abusos praticados por agentes mal intencionados.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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