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Passeando na chuva com seu pet

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O clima de Rondônia se resume basicamente a duas estações: períodos de chuva e de seca. Todos os anos, na época chuvosa, donos de cachorros que moram em apartamento passam por dificuldades para manter a regularidade dos passeios com os bichinhos. Como estar ao ar livre é importante tanto para que possam fazer suas necessidades fisiológicas quanto para a socialização e a realização de exercícios físicos,  paciência e vontade são necessárias para manter seu pet feliz e saudável.

Em Brasília, cujo clima é bem parecido com o nosso, o veterinário Sávio Martins fala sobre a importância da regularidade dos exercícios para os cães, salientando que cada raça exige uma quantidade diferente de atividade. “Raças como golden retriever, por exemplo, precisam de uma grande quantidade de exercício e interação. Por isso, é muito importante que os passeios sejam constantes, pelo menos três vezes por dia”, afirma o veterinário. Já as raças menores não necessitam de tanta movimentação, porém o contato com outros cães, outras pessoas e outros ambientes é extremamente benéfico. “Lhasa apso, por exemplo, é uma raça que não necessita de tanta atividade, mas, como são muito dóceis e alegres, gostam muito de interagir”, compara Sávio.

O servidor público João Carlos Souza tem dois cachorrinhos, o Spike Lee, um poodle,  e a Frida Khalo, uma shih tzu. Segundo ele, apesar  da interação entre os dois dentro de casa, os quatro passeios diários também fazem  diferença para a felicidade dos animais. “A Frida gosta muito de brincar com outros cães e pessoas, já o Spike é mais reservado. Ele  fica cheirando as árvores e arbustos sem parar, correndo atrás de pássaros.” E completa: “Cada um aproveita do seu jeito, mas os dois gostam muito de descer”.

A veterinária Luciana Mendes chama a atenção para as doenças que as mudanças impostas pela chuva podem ocasionar aos animais. “Se o cachorro ficar muito tempo molhado, pode pegar pneumonia ou a chamada ‘tosse dos canis’”. Ela lembra, no entanto, que, depois que as vacinas contra tais doenças foram consolidadas no mercado brasileiro, a incidência dessas doenças diminuiu muito.

Outro problema que a chuva acarreta são as dermatites e os fungos que podem se desenvolver na pele dos animais. Devido à maior probabilidade de os cães ficarem maiores períodos com o pelo molhado ou úmido, há cuidados importantes que devem ser tomados para garantir que o bichinho não fique doente. “Deve-se sempre checar se ele está molhado, ou úmido, em qualquer área do corpo. O excesso de umidade pode trazer, além da pneumonia ou da tosse, os fungos e as dermatites, que geram grande incômodo aos pets”. Segundo Luciana, é importante a atenção quanto a umidade inclusive na época seca. A veterinária explica que, quando os passeios são noturnos, o sereno pode molhar as patinhas, que se não forem secas ao voltar para casa, podem causar doenças. “Isso é um cuidado para o ano todo, pelo menos nas patinhas. O orvalho da noite molha mais do que imaginamos, e atenção nesse sentido é fundamental.”

Luciana salienta que manter a constância dos passeios, inclusive na época da chuva, é fundamental. “ Nessa época, é fácil notar um aumento nos problemas de infecção urinária e problemas de fezes. As pessoas começam a passear com menos frequência, o animal fica prendendo urina ou fezes, o que acarreta diversos problemas”.
Para as épocas de chuva constante, estratégias podem ser tomadas para conseguir passear com os bichos. A veterinária dá dicas sobre como lidar com o incômodo da água. “ O dono deve pensar em maneiras para o seu bichinho se aliviar, cada cão tem sua particularidade e manias.  Mas existem capas de chuva e sapatos para cães que podem minimizar ou até eliminar a chance de que eles se molhem durante os passeios”, diz Luciana.

João Carlos diz que durante períodos de chuva a frequência dos passeios se mantém, porém, na maioria das vezes, eles são bem mais rápidos. “Os meus cachorros não gostam de ficar lá embaixo quando está chovendo. A gente passeia aqui mesmo no pilotis do prédio e, rapidamente, eles querem subir para casa”, conta. Porém, quando a chuva não está muito forte, João diz que gosta de dar uma volta com Spike. “Às vezes, boto uma capa de chuva nele e saímos por aí. Mas ele não gosta, fica irritado. Se demorar muito, ele mesmo acaba tirando o acessório.”

Luciana Mendes diz que a questão das capas de chuva e sapatinhos é polêmica, mas é importante tentar alguns modelos, porque se o animal se acostumar, o acessório pode ser um grande aliado. “Tem gente que adora, tem gente que diz que é maldade, que eles não gostam. Vai de cachorro para cachorro. Mas se o cão gostar, é muito bom para ele. Dá mais liberdade para sair na chuva e os sapatos evitam fungos e machucados nos pés”, diz a veterinária.

Do Blog dos Bichos

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