Pedreiro é acusado de estupro e morto a tiros em rua da Serra, ES

Jovem que seria a vítima foi conduzida pela polícia para prestar depoimento.
Ninguém foi preso pelo assassinato ainda.

Um pedreiro de 31 anos foi assassinado após ser acusado de estupro por uma adolescente de 15 anos, por volta das 6h desta segunda-feira (13), no bairro Central Carapina, na Serra. A jovem que seria a vítima foi conduzida pela polícia para prestar esclarecimentos. Ninguém foi preso pelo assassinato ainda.

Os autores do crime seriam pessoas envolvidas com o tráfico de drogas na região. De acordo com moradores, o crime de estupro é proibido pelo movimento, mas eles acreditam que a jovem mentiu.

Segundo informações de testemunhas, Cristiano Albano da Silva era morador antigo do bairro e há muitos anos era usuário de drogas. Porém, vizinhos garantem que ele sempre foi uma pessoa tranquila, sem problemas com ninguém do bairro.

O caso

Na madrugada desta segunda, ele teria saído de moto com a menor para comprar entorpecentes.

Quando os dois voltaram, a adolescente teria o acusado de abusar dela, como conta uma moradora da Rua Projetada II, o local da morte.

“Ela veio tremendo, nervosa, gritando para todo mundo que ele tinha estuprado ela. No calor do momento, o pessoal o cercou e começou a agredir”, afirmou a jovem de 19 anos.

Neste momento, diversos homens teriam cercado Cristiano e o agrediram com pauladas e pedradas. Quando ele tentou fugir, tiros foram disparados contra o pedreiro.

No total, ele foi atingido por oito disparos, sendo cinco nas costas e três na cabeça. Segundo testemunhas, após a morte, a adolescente sentou ao lado do corpo e debochou do pedreiro.

“Ela ficou rindo. Disse que ia ter assunto para contar na escola dela. Ficou debochando dele, dizendo que ele tinha que pagar mesmo”, contou uma moradora.

A atitude da menor fez com que os moradores desconfiassem das acusações. Rindo, ela foi para a casa de uma amiga dormir.

A irmã de Cristiano, a dona de casa Leidiane Albano Silva, 29, disse que conversou com a menor e pediu que ela fosse à polícia para comprovar o estupro, mas a jovem se negou.

“Ela disse que não ia fazer exame e nem ia fazer nada, que meu irmão já havia pago pelo que fez e ficou rindo ao lado do corpo dele”, relatou.

Os policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram até a residência onde a menina havia entrado e a acordaram.
Assim que ela saiu da casa, os moradores se mostraram revoltados com a situação e a intimidaram, dentro da viatura da Polícia Civil, que a conduziu.

O caso será investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) da Serra. Nenhum suspeito foi localizado.

Fonte: g1/es

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