Pela segunda vez, pais denunciam que filha de 11 anos foi vítima de racismo; desta vez em um shopping

O casal Jorge e Tatiane Timi chamou a polícia na tarde deste domingo (01) em Curitiba para denunciar que a filha de 11 anos teria sido vítima de racismo ao ser impedida de entrar no estabelecimento de videogames e jogos eletrônicos HotZone, que fica dentro do ParkShoppingBarigui. Segundo a mãe da menina, os seguranças impediram a entrada da filha, que é negra, alegando que estariam fazendo isso porque menores não podem entrar desacompanhados no local. Mas, segundo Tatiane Timi, outras crianças brancas estariam sozinhas dentro do estabelecimento, sem nenhum problema.

“Não deixaram a minha filha entrar na loja em mais uma atitude criminosa de racismo. Meu marido estava dentro dessa loja com meu filho de três anos e eu estava na parte de baixo com minha filha de 11. Como estou com problemas de saúde, pedi a ela que fosse chamar o pai dentro da loja e os seguranças a impediram de entrar dizendo que menores não podiam entrar desacompanhados. Minha filha saiu de lá arrasada. Daí vimos que várias crianças brancas estavam entrando sem os pais e estavam lá dentro desacompanhadas. Isso é racismo, é crime. Não deixaram ela entrar por causa da cor dela”. É um absurdo minha filha estar passando por isso de novo”, afirmou a mãe.

Em julho, a família foi até São Paulo e denunciou outro caso de racismo em relação à filha na loja da Starbucks, na Alameda Santos, no bairro Jardins. Enquanto o casal buscava cafés para a família, a filha que é adotada, foi até o banheiro lavar a chupeta do irmão de 3 anos. Na saída, segundo o casal, foi confundida com uma pedinte por um segurança da loja, que pediu para que ela saísse dali. Os pais da criança ficaram indignados e chamaram a polícia. O caso segue na Justiça.

Agora, segundo a família, a filha novamente foi vítima de racismo. A diferença é que foi na cidade em que vive.  “Será que ninguém aprendeu nada? Chamamos a polícia e registramos a ocorrência. Não vamos aceitar isso. tenho testemunhas. Eu espero que todos tenham consciência que você não pode discriminar uma pessoa pela cor da pele. É revoltante minha filha passar por isso de novo”, afirmou Tatiane. Segundo ela, ninguém no local lhe deu deu alguma satisfação. “Não conseguimos falar com ninguém da direção do shopping ou da loja. Não quiseram nos atender”, completou.

O inquérito policial foi aberto e os envolvidos devem prestar depoimento à polícia.

Outro lado

O ParkShoppingBarigüi se manifestou por meio de nota, abaixo, na íntegra:

“O ParkShoppingBarigüi e a HotZone lamentam o incidente ocorrido com a família Timi na tarde do último domingo (1º de outubro), quando o casal interpretou como discriminação racial a conduta da segurança do shopping ao abordar sua filha menor na entrada da loja HotZone. O ParkShoppingBarigüi e a HotZone esclarecem que, para garantir a segurança de todas as crianças e adolescentes que procuram o parque indoor para diversão, não é autorizada a entrada de menores sem a companhia dos pais. O ParkShoppingBarigüi e a HotZone não compactuam com qualquer forma de discriminação e preconceito”

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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