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Pezão vai à Justiça contra o ministro Torquato Jardim

Governador do RJ afirmou que ira questionar judicialmente Torquato sobre acusações feitas contra a segurança pública do estado.

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O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou nesta quarta-feira (1º) que questionará judicialmente o ministro da Justiça, Torquato Jardim, sobre as acusações feitas pelo representante da pasta contra a segurança pública do estado. Por volta das 17h, o governador afirmou ao G1 que iria assinar o documento elaborado pela Procuradoria Geral do Estado.

Em entrevistas concedidas ao UOL e jornal O Globo, Torquato Jardim afirmou que o comando da Polícia Militar decorre de “acerto com deputado estadual e o crime organizado”. Disse ainda que “comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio” e, nesta quarta, voltou a criticar a segurança estadual dizendo, por exemplo, que “voltamos à Tropa de Elite 1 e 2”.

As falas do ministro repercutiram inclusive na Câmara dos Deputados, em Brasília. O presidente da Casa, o deputado federal Rodrigo Maia, que é do Rio de Janeiro, disse em entrevista à jornalista Andréia Sadi que está “perplexo” e aguarda “provas” do ministro.

Na tarde desta quarta, o Governo do Rio reuniu oficiais no Palácio Guanabara, sede do poder executivo estadual, para discutir as declarações do ministro. Após o encontro, o secretário de Segurança, Roberto Sá, falou com jornalistas e se solidarizou com a PM.

“Conheço o coronel [Wolney] Dias há 34 anos, carreira ilibada e alinhado com minhas diretrizes”, afirmou o secretário sobre o oficial escolhido pelo governador para ser comandante-geral da PM.

Além disso, Sá também reforçou que o ex-comandante do 3º BPM (Méier) coronel Gustavo Teixeira, baleado e morto no bairro, foi assassinado durante um roubo. Segundo o representante da pasta, a fala do ministro sobre o ex-comandante deixou todos “consternados, incluindo a família do coronel”.

Sobre a morte, Torquato Jardim disse, entre outras coisas, que deveria se tratar de um “acerto de contas”. Após a declaração de Sá, o comandante-geral da PM, coronel Wolney Dias, complementou a fala do secretário repetindo que comanda uma “legião de heróis” que “tingem o solo do estado de sangue”. Dias acrescentou que também é signatário da ação judicial que vai exigir explicações do ministro.

 Fonte: g1

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