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PF deflagra operação em Goiânia contra fraudes no Metrobus

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Operação cumpre 45 mandados judiciais em Goiânia e mais seis cidades. Em um caso, motorista aposentado por incapacidade atua como taxista, diz PF

A Polícia Federal realiza uma operação, na manhã desta terça-feira (19), para combater fraudes previdenciárias por ex-funcionários da Metrobus, empresa responsável pelo Eixo Anhanguera. A estimativa do prejuízo causado pelo esquema aos cofres da Previdência Social é de R$ 5,7 milhões, segundo cálculo da Assessoria de Pesquisa Estratégica e de Gerenciamento de Riscos (Apegr).

Denominada Operação Segundo Princípio, a ação cumpre 45 mandados judiciais, sendo 28 de condução coercitiva e 17 de busca e apreensão em Goiânia, Santa Bárbara, Trindade, Senador Canedo, Indiara, Cachoeira de Goiás e Terezópolis.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação identificou irregularidades na concessão e manutenção de benefícios previdenciários de auxílios doenças e aposentadorias por invalidez.

A corporação explicou que foram confirmadas contradições em 32 nomes de titulares de benefícios, que exercem atividades incompatíveis com a alegada incapacidade que motivou a concessão dos respectivos benefícios. Em um dos casos, segundo a PF, um motorista da empresa Metrobus, aposentado por incapacidade, atualmente trabalha como taxista na capital.

Os investigados podem responder pelos crimes de estelionato, falsificação de documento público, falsidade ideológica e uso de documento falso.

De acordo com a PF, o nome da operação está relacionado ao princípio da não-contradição, formulado por Aristóteles, o qual diz que nenhuma afirmação pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo. “Se os supostos beneficiários foram reconhecidos como incapazes para atividades laborais, não poderiam estar exercendo quaisquer atividades incompatíveis com as alegadas incapacidades”, explica em nota a assessoria da PF.

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