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PMDB e PDT se movimentam e rifam Maurão e Jesualdo

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Presidente da Assembleia recebeu convite do PSDB, mas deve fechar com partido menor; PDT lança a natimorta candidatura de Ruy Motta

Se Maurão de Carvalho deixasse o PMDB neste momento, ele ingressaria no PV, de Luizinho Goebel, que está de portas abertas e querendo muito essa filiação. De longe é o convite mais consistente que o presidente da Assembleia teve nos últimos tempos para deixar o PMDB, que internamente está dividido com relação a candidatura ao governo.

Parte do PMDB quer que Maurão seja candidato, mas é uma ala pequena. Os caciques preferem trabalhar com a manutenção de Raupp no Senado e para que isso ocorra, é necessário que sejam feitas alianças que não incluem Maurão.

O problema está exatamente na insistência do deputado, que está em seu quinto mandato consecutivo e desde 2014, quando não conseguiu espaço no PP para disputar o governo, vem trabalhando pesado no sentido de ser candidato. Quando deixou o PP, Maurão ficou um tempo sem partido e ingressou no PMDB com a promessa de ser candidato da legenda em 2018. Só que o partido não vai cumprir.

Jesualdo Pires chegou a ter candidatura ao senado lançada por Acir Gurgacz

Nas últimas semanas, o PMDB vem se aproximando ainda mais do PDT, de Acir Gurgacz que se comprometeu a não lançar candidato ao Senado em troca de apoiar Valdir Raupp ao senado, em troca de obter apoio a sua candidatura ao governo. Ao mesmo tempo, o PSB, que tem como vice-governador Daniel Pereira também quer se manter no poder e trabalha para fechar a aliança PDT/PMDB.

Nesse processo, além de Maurão, o prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires, que seria um dos melhores nomes do PSB para disputar uma vaga ao Senado também será sacrificado, vez que Gurgacz não apoiaria Jesualdo.

No último fim de semana, Gurgacz autorizou seu fiel escudeiro Ruy Motta a divulgar que será candidato do PDT ao Senado, uma candidatura que nasce morta e serve apenas para tumultuar o processo.

Ao mesmo tempo, na semana passada o PMDB vazou a possibilidade, remota, do advogado Orestes Muniz, que já foi vice-governador e está fora da vida pública há anos. Como Orestes ainda tem força dentro do PMDB, a manutenção de seu nome na disputa complica ainda mais a possibilidade de Maurão vir a disputar pelo partido.

Pela forma como as coisas estão caminhando, Maurão, se insistir com sua candidatura, terá que fazer isso de forma independente, no PV de Luizinho Goebel. E Jesualdo também teria que romper publicamente com Gurgacz e partir para uma disputa solo. Vamos aguardar os próximos movimentos.

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