PMDB rompe oficialmente com governo

Partido aprovou rompimento com Dilma Rousseff em votação por aclamação; a partir desta terça-feira, maior legenda do Congresso Nacional não aceita mais cargos do governo federal

O PMDB rompeu oficialmente com o governo Dilma Rousseff. A decisão tomada durante a reunião do Diretório Nacional e anunciada na tarde desta terça-feira (29/3). A saída do partido já é esperada pelo PT. Na segunda-feira (28), o vice-presidente Michel Temer afirmou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o partido iria se afastar da base governista.

O aviso oficial do rompimento ocorreu às 15h15 desta terça-feira. O anúncio foi realizado pelo senador Romero Jucá. Interlocutores de Temer afirmaram que o vice-presidente conversou com o presidente do Senado, Renan Calheiros, na tarde de segunda para chegar a um acordo sobre o rompimento. Renan era representante da ala governista do partido e não queria se afastar da base de Dilma Rousseff. Porém, ficou acertado entre os parlamentares que o PMDB deveria deixar o apoio à presidente. Além disso, os peemedebistas que ocupam cargos nomeados por Dilma teriam até o dia 12 de abril para pedir demissão.

A debandada do PMDB já havia começado. O Ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pediu demissão do cargo ainda na segunda. Sobram seis ministérios com líderes peemedebistas: Minas e Energia (Eduardo Braga); Aviação Civil (Mauro Lopes); Saúde (Marcelo Castro); Ciência e Tecnologia (Celso Pansera); Agricultura (Kátia Abreu); e Portos (Hélder Barbalho).

Impeachment
Na espera pelo impeachment da presidente Dilma, o PMDB elabora, nos bastidores, um plano de governo, modificando o documento lançado pelo partido no fim do ano passado,“Uma Ponte para o Futuro”, que apresenta propostas para a retomada do crescimento econômico. As medidas discutidas agora revisam gastos na área social e sugerem novas políticas para a área. Em debate, estão o fim de subsídios, diminuição da abrangência dos programas, mudanças na concessão de bolsas de estudos e até alternativas para tornar o SUS mais eficiente.
Com o afastamento do PMDB, outros aliados dão sinais de saída do governo. No comando do Ministério das Cidades, o PSD decidiu liberar seus 31 deputados para votar como quiserem em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. O PP, responsável pelo Ministério da Integração Nacional, afirmou que deve fazer o mesmo em data próxima. Já o PTB, que cuida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, afirmou que só tomará qualquer decisão depois que o deputado Jovair Arantes (GO), apresentar seu relatório na comissão do impeachment.
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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