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Polícia descarta possibilidade de execução na morte do comandante do batalhão do Méier

Foto de um dos suspeitos é divulgada pela Divisão de Homicídios. Uma megaoperação com cerca de 300 policiais é realizada na região para tentar prender os envolvidos na morte.

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A Divisão de Homicídios do Rio descartou a possibilidade de execução para a morte do tenente-coronel Luiz Gustavo Lima Teixeira, que atuava como comandante do 3° BPM (Méier). “Está descartada a possibilidade de ser uma execução pré-concebida de Luís Gustavo Teixeira”, afirmou o delegado Brenno Carnevale, delegado do setor que investiga mortes de policiais na capital.

Na manhã desta sexta, também foi divulgada a foto de Matheus do Espírito Santo Severiano, de 22 anos, da comunidade da Barreira, no Complexo do Lins, como sendo um dos autores da morte do comandante. Ele saiu da cadeia em junho de 2017. “Qualquer informação do paradeiro do Matheus, por favor entre em contato”, pediu o delegado Brenno. “A melhor opção para esse homicídio é se entregar”, afirmou. Ele vai responder por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Contra ele há um mandado de prisão expedido.

O delegado Neilson Nogueira explicou que, nas diligências e perícia feitas no local, conseguiram imagens que ele acredita que serão úteis para desvendar o caso. Segundo ele, já se sabe que quatro criminosos saíram de um carro para roubar na rua Hermengarda. Ao virem que o comandante do batalhão estava fardado, começaram a atirar. Havia uma moto na cobertura dos criminosos, onde estava Matheus. As informações foram confirmadas após o depoimento do motorista do carro, que afirma ainda que conseguiu feri-lo. Já há um mandado de prisão contra ele, mas ele está foragido.

“A gente apurou que os criminosos estavam dentro de um Audi A4, roubado no dia 23, pararam em um semáforo na Rua Lins de Vasconcelos com a rua Hermengarda. Pelo menos quatro desembarcaram para praticar roubos contra quem estava lá. O coronel foi atingido bem no início desse confronto”, afirmou Neilson.

Megaoperação pode tempo indeterminado

Desde a madrugada desta sexta, uma megaoperação é realizada na região parta tentar prender os suspeitos. Cerca de 300 policiais militares de diversos batalhões deixaram o quartel general da PM ainda durante a madrugada desta sexta. As comunidades estão ocupadas por tempo indeterminado.

Ao todo, a operação visa cumprir 14 mandados de prisão, mas a polícia não informou se todos eles são relacionados com a morte do PM. Até as 10h, três deles já tinham sido cumpridos e uma outra pessoa foi presa em flagrante com uma moto roubada e material para embalar drogas, que foram apreendidos. Dentre os presos, já foram identificados Daniele Caroline da Silva Leandro e Alberto Carlos da Silva França.

Blindados participam de operação no Complexo do Lins. (Foto: Reprodução/ TV Globo)

O comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar morreu após ser baleado por criminosos. Ele foi levado para o Hospital Salgado Filho, onde passou por uma cirurgia, mas não resistiu.

Segundo a polícia, o carro descaracterizado em que estavam coronel e motorista bateu de frente com bandidos que desembarcaram para iniciar um arrastão, dando início à troca de tiros. O cabo que conduzia o veículo foi atingido na perna, atendido no Hospital Salgado Filho e transferido para o Hospital Central da PM. Segunda polícia, ele não correr risco de vida.

Policiais da Delegacia de Homicídio estiveram no hospiltal e levaram as fardas dos dois policiais para a perícia. O coronel tinha 48 anos, estava havia 26 na PM e à frente do 3° Batalhão do Méier há quase dois anos. Ele deixa esposa e dois filhos. 

Nesta quinta (26), comandante geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias, afirmou nesta quinta-feira (26) que, após a morte do comandante do 3º BPM (Méier), existe a possibilidade de chamar as Forças Armadas para atuar em conjunto com a Polícia Militar na caçada aos assassinos do coronel Luiz Gustavo.

Fonte: g1

 

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