Polícia descobre que professor esquartejado vinha sofrendo ameaças e temia por sua vida

A polícia está trabalhando com duas linhas de investigações, uma sobre brigas e confusões que a vítima comentou antes de morrer e a outra a pessoas com quem ele se relacionava

Em contato com o delegado Sandro Moura, responsável pelo inquérito que investiga a execução do professor Elessandro Millan, esquartejado no dia 18/3 em sua residência num condomínio na zona leste de Porto Velho, a equipe de reportagem foi informada que as investigações sobre o crime continuam e que várias pessoas foram ouvidas, entre elas alunos, amigos, vizinhos e outras próximas.

Segundo o delegado foi levantado nos depoimentos de testemunhas, que Millan havia revelado a vários amigos, que estava recebendo sérias ameaças de morte, por conta de alguns desentendimentos e estava com medo de morrer.

Também foi apurado com testemunhas, que Elessandro teria gasto dias antes de morrer, a quantia de R$ 11 mil com sua família. Informação esta, que os familiares do professor desconhecem.

A polícia está trabalhando com duas linhas de investigações, uma sobre brigas e confusões que a vítima comentou antes de morrer e a outra, relacionada a pessoas de pouco conhecimento com quem ele se relacionava. Os objetos encontrados na casa como; roupas de diferentes pessoas, facas usadas no crime e outros foram apreendidos e estão na pericia criminalista da Polícia Civil.

“É tudo muito complicado, todos os dias surgem novas informações e estamos trabalhando arduamente para identificar os assassinos. Não é uma tarefa fácil, mas com o empenho de todos os agentes da delegacia, esperamos dar uma resposta positiva para a sociedade e elucidar o caso”. Disse o delegado.

O caso

Na noite de 19 de março desse ano , o corpo do professor universitário Elessandro Milan, de 34 anos, foi encontrado pela diarista em seu apartamento. No local, condomínio Aquárius, localizado na avenida Calama, bairro Aponiã, em Porto Velho, a polícia se deparou com uma cena macabra: o corpo estava sem a cabeça e os dois braços. Um táxi com pessoas suspeitas foi visto saindo do local na madrugada de quinta para esta sexta, horário em que a polícia supõe ter ocorrido o assassinato.

A morte, segundo a polícia, ocorreu na sala da casa  e o corpo foi arrastado até a cozinha, onde o assassino, ou assassinos, decepou os membros e colocou numa bacia.

Segundo as primeiras informações, a cabeça do professor teria sido  encontrada numa estante e os braços na bacia. O restante do corpo estava na cozinha da casa.

De acordo com a polícia, Elessandro foi visto  pela última vez  na quinta-feira,  no condomínio,  por uma vizinha, a mesma que, nesta sexta-feira, desconfiada ao ver o carro do professor na garagem, foi até seu apartamento e, ao encontrar marcas de sangue, acionou a diarista que abriu a porta e achou  o corpo.Um homem chegou a ser visto dentro do carro, mas não conseguiu sair do local com o veículo.

Duas facas foram encontradas na casa e somente uma, sendo ela de serra foi apreendida pela Polícia Civil. A outra, uma peixeira que estava com a lâmina quebrada foi recolhida por peritos do IML. A polícia suspeita que o assassinato ocorreu na manhã de sexta-feira (18), entre as 10 e 11 horas.

Elessandro ainda de acordo com a polícia, tinha se convertido em uma igreja evangélica e estava noivo. O professor que trabalhava em uma faculdade, morava sozinho e seus parentes são residentes no estado do Paraná.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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