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Polícia desvenda chacina que deixou cinco mortos em Cabixi (RO); atirador poupou vida de vizinha
Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, 27, no auditório da Ciretran em Vilhena, o delegado José Marcos Rodrigues Farias, responsável pela investigação da chacina registrada na cidade de Cabixi (RO) no mês de abril deste ano, quando cinco jovens foram executados, falou sobre o caso e disse que quatro suspeitos foram identificados e três deles já estão presos.
Rodrigues Farias, que veio da capital exclusivamente para atuar neste caso, disse haver provas da participação do quarteto nas mortes que abalaram a pequena cidade do Cone Sul. O delegado, revelou que a perícia encontrou uma impressão digital parcial que bateu com a de um dos suspeitos. Também foi comprovado, via exame de balística, que a pistola calibre .40 apreendida com um dos suspeitos foi uma das armas usadas na chacina. “Foi comprovado que saiu desta arma um dos projéteis que mataram Larissa Massaroni”, disse o delegado revelando que a moça foi a primeira a ser morta no massacre: “Quando os homens renderam o grupo ela tentou fugir, e recebeu dois tiros; quando ela caiu, atiraram em sua cabeça. Todas as vítimas foram baleadas na cabeça”, explicou.
Três dos quatro suspeitos já estão presos. Dois deles em Vilhena: José Elismar Souza, cuja impressão digital foi encontrada no local do crime e com quem foi apreendida a pistola que, segundo o delegado, havia sido roubada de um agente de segurança pública durante um assalto a uma farmácia da capital em 2011; e Yure Felipe Lima. O terceiro, Matheus Araújo Brecher, está preso na cidade de Colorado do Oeste. O quarto suspeito é Yure Oliveira Silva e está foragido.
O delegado responsável revelou que a motivação do crime foi a disputa por território entre facções criminosas rivais, e que o alvo dos atiradores eram dois dos jovens que estavam naquela interação. “Os outros foram mortos apenas por estarem ali. Um rapaz escapou porque tinha saído para buscar limão, quando retornou, o crime já havia acontecido, e uma moça foi poupada porque era vizinha de um dos atiradores”, disse o delegado.
Além da pistola, da qual foram encontradas seis cápsulas no local do crime, e que a perícia provou terem saído da arma, o delegado revelou que, com base nos projéteis retirados das vítimas e achados no local, foram usadas mais dois armamentos, que seria revólveres do calibre 38. “Nós estamos realizando testes balísticos em duas armas que podem ter sido usadas no assassinato dos jovens; os resultados devem sair nos próximos dias”, disse o delegado, que revelou ainda que o laboratório forense na capital identificou dois perfis genéticos que não pertencem nem a José Elismar, nem a Yure Felipe, presos em Vilhena. “Esses perfis são de outras pessoas que não esses; o que reforça os indícios de que havia outros dois atiradores no local”.
Finalizando, o delegado disse haver provas técnicas e materiais que colocam os suspeitos no local do crime e revelou que todos eles já têm passagem por crimes de roubo e tráfico.
Fonte: folhadosul
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