Polícia do Rio prende 4 por estupro coletivo de menina de 16 anos

A Polícia Civil do Rio prendeu quatro suspeitos e apreendeu três menores suspeitos de participar do estupro coletivo de uma menina de 16 anos, em Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio. Agentes da 31ªDP (Ricardo de Albuquerque) efetuaram a prisão em flagrante, nesta terça-feira (4). Por volta das 10h30, agentes realizavam perícia na casa onde o crime ocorreu. A menina é vítima de abusos desde os nove anos. Segundo a polícia, não há detalhes sobre quem teria cometido esse primeiro abuso.

O estupro coletivo, segundo as investigações, ocorreu em uma casa em construção, que fica a menos de 500 metros da delegacia. De acordo com o delegado Renato Perez, a vítima aceitou ir para o local junto com ex-namorado, de 16 anos. Quando chegou lá, foi surpreendida por outros quatro elementos, que já estavam na casa.

Posteriormente, outros dois homens chegaram na casa e assistiram ao estupro. Eles não participaram ativamente, mas também foram presos pelo estupro. A polícia não sabe se o crime foi filmado ou fotografado. A vítima deixou o bairro com a família devido às ameaças dos parentes dos presos. A menor ainda não está no programa de proteção à testemunha e fez a locomoção por conta própria, para uma localidade que a polícia considerou segura, fora do Rio.

“A vitima veio à delegacia por volta de 2h, 3h da manhã. Durante o registro, ela, fragilizada, não conseguiu identificar todos, mas conseguimos correr atrás de todos eles. Os primeiros presos passaram as informações de todos eles”, afirmou o delegado titular da 31a DP (Ricardo de Albuquerque).

Segundo ele, havia camisinhas no local, mas a vítima tomou o coquetel anti-HIV. “A alegação deles é a de praxe: que foi sempre consentido, e que só depois ela reclamou”, afirmou o delegado. Os 7 foram presos e apreendidos em flagrante na manhã desta terça feira (4). Entre os presos, estão três maiores e quatro menores de idade. Todos com idades entre 15 a 20 anos.

Dois dos presos, maiores de idade, já foram presos por roubo. A polícia acredita que o ex-namorado premeditou o crime. “Quando ela entrou com ele na casa, foi surpreendida no quarto por outros quatro elementos. Esses quatro dizem que foram chamados”, explicou Perez.

De acordo com o depoimento da vítima, o ex-namorado ameaçou: “Vai ter que fazer com as crias”, teria dito ele. Segundo o delegado, o termo “cria” é comumente usado pelo tráfico.

Em abril, uma menina de 12 anos foi vítima de estupro coletivo na Baixada Fluiminense, cometido por vários homens e menores de idade. No mês seguinte, a menina e a família entraram no Programa de Proteção à Testemunha.

Na época, a polícia pediu o congelamento das páginas de dois grupos fechados em redes sociais, que exibem imagens do estupro. Também foram investigadas dezenas de pessoas que ofereceram o vídeo, por outra rede social. De acordo com a polícia, pelas imagens foi possível afirmar ainda que há adultos e menores de idade entre os autores do estupro.

Estupro ganhou repercussão internacional

No ano passado, o estupro de uma jovem de 16 anos no Morro da Barão, na Zona Oeste do Rio, ganhou repercussão internacional. A menina foi vítima de estupro por cinco homens.

Órgãos de imprensa de diferentes continentes relataram a investigação do crime e a campanha massiva que tomou as redes sociais no Brasil.

“O Brasil encara sua própria crise de Nirbhaya”, escreveu o jornal The Times of India, em referência ao episódio de 2012 em que uma estudante indiana foi estuprada por uma gangue em um ônibus em movimento em Nova Déli e morreu em decorrência de graves ferimentos internos.

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