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Polícia encontra celular de Aline Furlan; aparelho mostra percurso

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Delegado seccional descartou hipótese de roubo e segue com investigação

A Polícia Civil de Piracicaba (SP) encontrou o celular, dinheiro e pertences pessoais da modelo Aline Pereira Godoi Furlan, de 28 anos, achada morta após ficar desaparecida por 17 dias. O aparelho será usado nas investigações do caso, mas o delegado seccional descartou a hipótese de roubo. O corpo da jovem foi enterrado na manhã desta segunda-feira (1º) em Santa Bárbara d’Oeste (SP), cidade onde ela morava.

O Toyota Corolla bege que a jovem dirigia foi encontrado pelo caseiro de um sítio em uma ribanceira da Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304) no domingo (31). Ele passava a pé por um trecho próximo ao limite entre Piracicaba e Santa Bárbara d’Oeste, no quilômetro 147. O corpo de Aline estava embaixo do veículo.

O Corolla da jovem foi retirado do local por um guincho por volta das 12h de domingo. Da cachaçaria, em Piracicaba (SP), de onde saiu no dia 14 de julho, quando foi vista pela última vez, até o ponto em que o corpo e o carro foram encontrados, a modelo percorreu 18 quilômetros.

Aline percorreu 18 quilômetros até ponto de rodovia onde foi encontrada morta em Piracicaba (Foto: Reprodução/EPTV)Aline percorreu 18 quilômetros até ponto de rodovia onde foi encontrada morta em Piracicaba (Foto: Reprodução/EPTV)

 

Principal suspeita

O delegado seccional afirmou que a principal suspeita para a morte da modelo é que ela tenha sofrido um acidente na rodovia. Ele disse, porém, que outras possibilidades, como a de um crime, não foram descartadas ainda.

“Tudo leva a crer que um acidente aconteceu na noite do desaparecimento, até pelo estado em que o corpo foi encontrado”, afirmou o seccional.

Sobre a possibilidade de Aline ter sido vítima de um crime e o veículo supostamente empurrado na ribanceira, ele disse: “Tudo isso será objeto de apuração dentro do inquérito policial. Provavelmente foi um acidente de trânsito, mas não se descarta nenhuma possibilidade”.

Os pais e um irmão de Aline não deram entrevista. Segundo a advogada da família, Daniele Helleno, eles estão muito abalados e a mãe está praticamente à base de remédios para suportar a dor. A modelo fez o último contato com a família no dia 14 de julho e foi vista por amigos pela última vez quando saía de um bar em Piracicaba.

Apelo

Após a localização do cadáver, fotos da modelo morta começaram a circular em aplicativos de conversas por celular e uma chegou a ser publicada no Facebook, segundo Daniele. A advogada fez um apelo para que as pessoas deixem de compartilhar as imagens ou que, se publicaram em alguma rede social, que retirem.

“Imaginem como será para a mãe dela ver essas fotos. Agora ela está muito mal e à base de remédios para aguentar a dor, mas e se daqui um tempo ela entra no Facebook e aparece o corpo da filha dela exposto daquela forma”, afirmou Daniele.

O delegado seccional João Sérgio Batista informou que a Polícia Civil não recebeu queixa formal sobre a circulação de fotos do cadáver de Aline. Ele afirmou, no entanto, que se a denúncia for formalizada, o compartilhamento das imagens será alvo de investigação.

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